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Bitcoin cai após Strategy vender mais US$ 108 milhões em criptomoeda

Mercado cripto sofre com a continuidade do desinvestimento da maior das tesourarias de ativos digitais

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Ricardo Bomfim
Ricardo Bomfim

Editor do Future of Money

Publicado em 10 de agosto de 2026 às 10h59.

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O bitcoin opera em queda nesta segunda-feira, 10, corrigindo parte da alta que levou a criptomoeda a superar os US$ 65 mil no fim de semana.

Contribui para a correção o anúncio da Strategy, maior empresa de capital aberto compradora de bitcoin do mundo, de que vendeu mais 1.690 bitcoins. A informação mostra que a companhia continua com sua política de se desfazer de criptomoedas para reforçar o caixa em dólar e recomprar ações preferenciais. Com a venda, a companhia de Michael Saylor levantou US$ 108,6 milhões.

A Strategy também vendeu US$ 653,1 milhões em ações ordinárias MSTR. Com isso, suas reservas em dólar cresceram US$ 650 milhões. A empresa também recomprou US$ 109 milhões nas ações preferenciais STRC. No pré-market, as ações STRC subiam a US$ 95,60, aproximando-se da paridade de US$ 100 que a empresa busca em sua estratégia.

Às 10h48 (horário de Brasília) o bitcoin caía 1% em um período de 24 horas, a US$ 64.493 por unidade.

Cenário macro faz preço no bitcoin

Segundo a equipe de análise da Bitfinex, a demanda por bitcoin voltou a ganhar força, mas a recuperação ainda depende de uma melhora no cenário macroeconômico, e não de algo específico do mercado cripto.

“A demanda institucional está se fortalecendo justamente quando dados mais fracos do mercado de trabalho dos Estados Unidos reduzem a probabilidade de uma alta de juros em setembro”, destaca a Bitfinex. “Ao mesmo tempo, as vendas de empresas que mantêm bitcoin em seus balanços e os rendimentos elevados dos títulos de longo prazo continuam limitando o potencial de alta.”

Diante dessa predominância do ambiente macro como driver de preços, os investidores devem ficar bastante atentos na quarta-feira, 12, à divulgação do Índice de Preços ao Consumidor (CPI, na sigla em inglês) dos EUA relativo a julho.

“O bitcoin continua encontrando suporte no atual ambiente macroeconômico. Para uma alta mais consistente, porém, será necessário que a demanda pelos ETFs [fundos negociados em bolsa] continue superando a oferta disponível no mercado e que os dados de inflação sejam suficientemente favoráveis para permitir uma queda nos juros de longo prazo”, diz a Bitfinex.

ETFs têm 5º pregão de entradas

Na última sexta-feira, foi registrado um saldo líquido positivo de US$ 101,7 milhões nos ETFs de bitcoin à vista dos EUA. Foi o quinto pregão consecutivo com entrada de capital neste tipo de fundo, somando US$ 865,3 milhões de fluxo comprador.

O maior alvo do fluxo foi o IBIT, da BlackRock, com US$ 86,7 milhões de excesso de compras de cotas em relação às vendas.

Nos ETFs da criptomoeda ether, por sua vez, o fluxo foi positivo em US$ 49,6 milhões.

Entre os indicadores, o índice Fear & Greed (medo e ganância, na tradução literal) das criptomoedas se manteve nos 40 pontos. Com isso, o sentimento do mercado cripto continua na região “neutra” após passar semanas na zona de “medo”.

O Fear & Greed usa informações como momentum de preços, volatilidade e posições predominantes no mercado de derivativos para criar um score que vai de 0 a 100 pontos. Quanto mais próximo de zero maior é o medo dos investidores, ao passo que valores perto de 100 indicam predominância do otimismo e apetite por risco.

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