Future of Money

Inovação financeira e privacidade são destaques do 1º dia do Especial: Real Digital

Drex é tema de novo evento gratuito e online promovido pela EXAME com representantes do mercado e reguladores

Especial: Real Digital traz especialistas para falar sobre o Drex (Reprodução/Reprodução)

Especial: Real Digital traz especialistas para falar sobre o Drex (Reprodução/Reprodução)

Da Redação
Da Redação

Redação Exame

Publicado em 6 de novembro de 2023 às 10h18.

Última atualização em 6 de novembro de 2023 às 16h00.

"Especial: Real Digital" teve início nesta segunda-feira, 6, com dois painéis focados em aspectos essenciais no desenvolvimento do Drex: de um lado, o ecossistema de inovação financeira criado pelo Banco Central e, do outro, aspectos de segurança e privacidade que precisarão ser superados para o sucesso da iniciativa.

O painel Ecossistema de inovação: como Pix, Open Finance e Drex se conectam contou com a participação de Carlos Eduardo Brandt, responsável pela gestão e operação do Pix no Banco Central, e Guto Antunes, head de digital assets do Itaú. A mediação foi realizada pela jornalista Claudia Mancini, editora-chefe do site Blocknews.

Já o painel Transparência e privacidade no ambiente do Real Digital contou com a presença de Marcelo Queiroz, head of market strategy da Clearsale, e de Jeff Prestes, consultor com foco na área de segurança em blockchain. A mediação foi realizada pela advogada Thamilla Talarico, que também é sócia de blockchain da EY.

O evento, gratuito e 100% online, teve início com um painel sobre o ecossistema de inovação de meios de pagamento no Brasil.

Ecossistema brasileiro de inovação

Já o primeiro painel do Especial: Real Digital traçou um panorama sobre o atual quadro do ecossistema brasileiro de pagamentos e as mudanças inseridas pelo Banco Central nos últimos anos, materializadas no Pix, Open Finance e, nos próximos anos, pelo Drex. Juntos, esses elementos formam um tripé que já está mudando diversos aspectos da economia brasileira.

Brandt destacou que o Brasil "tem uma posição de bastante destaque no processo de digitalização. A gente tem trabalhado intensamente para construir essas condições para a digitalização da população, em diversos aspectos".  A ideia, afirma, é construir uma "infraestrutura digital" de pagamentos.

Além disso, o integrante do Banco Central revelou também quais são as avaliações e planos futuros da autarquia para o Pix. Já Antunes, do Itaú, observou que "hoje a gente vê um hábito de digitalização, não um fenômeno". Ele avalia que, no momento, o Brasil se encontra em um estágio "bem avançado" a nível mundial nesse aspecto.

Para o executivo do Itaú, a grande mudança que o Drex deverá trazer no mercado é uma "nova forma de com liquidações, de operações de delivery versus payment, com contratos inteligentes que permearão esse ambiente". Por isso, ele enxerga o Drex como uma "ferramenta de resolução" de problemas.

Confira abaixo o painel completo:

yt thumbnail

Privacidade e segurança no Drex

No segundo painel, os temas de segurança e privacidade foram considerados os maiores desafios para o desenvolvimento do Drex no momento. Prestes destacou que "em termos de privacidade, as soluções já existem e os profissionais já dominam, o desafio agora é a diferença entre privacidade dos dados da pessoa, cliente, e quando está falando de confidencialidade comercial, o dado das operações das instituições financeiras".

"O desafio maior está aí. O Drex é diferente do Pix, não é para operação do dia a dia, para a pessoa física operando diariamente, é para operar através de uma instituição financeira, ela que vai operar o Drex", explicou ainda o consultor. A discussão, nesse sentido, é quais dados poderão ser vistos, ou não, por todos os integrantes da rede do Drex.

Marcelo Queiroz, da ClearSale, destacou ainda que "o desafio para a fase de testes, o grande tema, não é a infraestrutura da rede, sempre foi a questão de privacidade, como os dados estariam disponíveis e como acessá-los".

"É um dilema entre privacidade, segurança e rastreabilidade. Se todos os dados ficam completamente criptografados, ninguém pode ver, mas o Banco Central precisa como moderador entregar uma credibilidade, identificar se as transações estão dentro no padrão de governança. A questão é quando abrir, ou não, os dados", diz.

Confira abaixo o painel completo:

yt thumbnail

Além dos painéis, o primeiro dia do Especial: Real Digital contou ainda com entrevistas exclusivas com os bancos Bradesco e Inter sobre o Drex e seus possíveis impactos na economia, além de uma entrevista com os responsáveis pela Hyperledger Besu - a rede em que o Drex está sendo testado - e conteúdos explicando características da moeda digital.

Este conteúdo é parte do "Especial: Real Digital", que tem apoio da Mynt e patrocínio de Aarin Tech-Fin e Febraban. Para saber mais e acompanhar todos os conteúdos exclusivos com quem mais entender de Drex no Brasil, acesse a página do evento na EXAME clicando aqui

Acompanhe tudo sobre:Especial: Real DigitalDrex (Real Digital)

Mais de Future of Money

SEC aprova ETFs de ether nos EUA e surpreende com mudança de visão sobre Ethereum

ETFs de bitcoin batem recorde e acumulam 850 mil unidades da criptomoeda

Pepe dispara 40% e um dos primeiros investidores da criptomoeda meme lucra US$ 3 milhões

ETFs de ether vão atrair US$ 500 milhões na 1ª semana de negociação, diz OKX

Mais na Exame