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Por que o futebol feminino não é tratado como o masculino? Pesquisa explica

A Centauro em parceria com o Grupo SBF mostrou a relação da mulher com o esporte e debate a importância da ampliação da representatividade feminina

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Futebol feminino: Enquanto o sonho de se tornar atleta profissional está presente na vida de 63,8% dos meninos brasileiros, apenas 34% estão nas meninas (Jose Breton / Pics Action/Getty Images)

Futebol feminino: Enquanto o sonho de se tornar atleta profissional está presente na vida de 63,8% dos meninos brasileiros, apenas 34% estão nas meninas (Jose Breton / Pics Action/Getty Images)

O futebol feminino cresce a cada dia no Brasil e no mundo, porém os desafios para as mulheres que jogam futebol ainda são muito maiores que os homens. Enquanto o sonho de se tornar atleta profissional está presente na vida de 63,8% dos meninos brasileiros, apenas 34% das meninas compartilham do mesmo objetivo.

Para entender melhor a relação das mulheres com o esporte e os fatores que limitam os seus sonhos nesse universo, a Centauro, loja de artigos esportivos, em parceria com Grupo Consumoteca, realizou a pesquisa “Mulheres & Esporte: Um pacto coletivo para uma nova narrativa”.

A pesquisa revelou os desafios enfrentados pelas mulheres no esporte e ressalta a importância de ressignificar a narrativa para ampliar o reconhecimento e a representatividade feminina nesse meio.

Para entender como as mulheres se sentem e tratam o esporte, a metodologia da pesquisa entrevistou, no período entre 5 e 11 de maio de 2023, 1.000 pessoas, sendo 800 mulheres e 200 homens a título de comparação, todos acima de 16 anos, por meio de plataforma on-line. A pesquisa teve participação de homens e mulheres das classes A, B e C, de todas as regiões do Brasil.

Desta forma, a Centauro e a Consumoteca dividiram o estudo em três capítulos:

Crescimento para a comunidade "Clichê da Protagonista"

A pesquisa revela o "clichê da protagonista" como um problema no reconhecimento das mulheres no esporte. No futebol, enquanto 87% se lembram de Marta, apenas 17% mencionam Cristiane Rozeira e 5% lembram-se de Megan Rapinoe.

Por outro lado, no cenário masculino, o público consegue citar escalações completas. Esse problema é ainda mais desafiador quando os documentários esportivos enfocam apenas uma atleta de destaque, enquanto documentários sobre times de futebol enfatizam o coletivo no esporte masculino.

Uma narrativa defasada em relação ao interesse das mulheres que vêem o esporte como uma atividade e um entretenimento coletivo. Segundo a pesquisa, 23% das mulheres veem o esporte como uma forma de socialização, com 25% assistindo a partidas junto a outros torcedores entusiastas e 20% das mulheres conversam sobre temas relacionados ao esporte com amigos próximos.

No futebol masculino, o público consegue citar escalações completas, enquanto no feminino a lembrança é apenas de figuras (Grupo SBF/Divulgação)

Hiperssexualização: "Clichê do corpo da atleta"

A pesquisa da Centauro e Consumoteca revela ainda que 20% das entrevistadas acreditam que a hipersexualização é o maior desafio enfrentado pelas mulheres no esporte. Opiniões não solicitadas sobre seus corpos são disfarçadas como justificativas técnicas, escondendo o preconceito.

De acordo com os dados, 42% da população acredita que as atletas de futebol feminino são excessivamente masculinizadas. Ou seja, na visão do público, as mulheres são vistas apenas nos extremos da hipersexualização ou masculinização dos corpos, o que impacta diretamente na autoimagem das praticantes.

Além disso, 61% dos brasileiros concordam que as mulheres sofrem mais pressão do que os homens para manter um físico de atleta, enquanto apenas 7% das entrevistadas afirmam ter um corpo de atleta. Portanto, mesmo quando as mulheres estão no esporte, elas são obrigadas a escolher entre esses dois extremos. No entanto, 76% das mulheres não se identificam com o estereótipo e acreditam que existem diversas opções para os corpos das atletas. Quando o esporte é acolhedor para corpos diversos, as mulheres têm a liberdade de praticá-lo com seus corpos. Isso permite uma nova relação com o esporte, promovendo saúde mental, bem-estar e autoestima.

Opiniões não solicitadas sobre seus corpos são disfarçadas como justificativas técnicas, escondendo o preconceito (Grupo SBF/Divulgação)

Espaço de descompressão "Clichê da Guerreira"

O terceiro capítulo da pesquisa aborda a relação entre paixão e as batalhas que as mulheres enfrentam no esporte. Cada jogadora que entra em campo, cada profissional que aparece na mídia, cada esportista que dedica tempo em meio a outras tarefas enfrenta uma grande barreira social. Para as mulheres, recorrer ao esporte ainda é visto como algo pouco natural.

O estudo destaca que apenas 41% das mulheres afirmaram ter sido incentivadas a praticar esportes durante a infância, em comparação com 63% dos homens. Somado aos outros desafios mencionados anteriormente, a falta de incentivo desde a infância alimenta crenças limitantes. No total, 49% das entrevistadas afirmaram não praticar nenhum esporte. No entanto, muitas delas torcem, se emocionam e comemoram: 78% das mulheres pretendem acompanhar os Jogos Olímpicos de 2024, um aumento significativo em relação aos 29% de 2021.

(Grupo SBF/Divulgação)

Esse aspecto da pesquisa revela que, apesar das dificuldades, as mulheres estão ultrapassando barreiras e desenvolvendo seu próprio protagonismo na narrativa do que significa ser uma mulher no esporte. No entanto, ninguém quer ser constantemente colocada no papel de guerreira, que precisa sacrificar tempo e recursos para estar presente.

Ainda, 47% das entrevistadas sentem falta de conteúdos esportivos que abordem temas comportamentais e inovadores, nos quais seja possível desfrutar do esporte como forma de lazer e entretenimento. O estudo conclui que é necessário reposicionar a relação entre as mulheres e o esporte, proporcionando mais espaço para descontração, com narrativas mais leves e divertidas.

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