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Além do impacto ambiental, projeto gera renda e fortalece a autonomia de 20 costureiras (Divulgação / LATAM)
Repórter de ESG
Publicado em 1 de setembro de 2026 às 15h00.
Última atualização em 1 de setembro de 2026 às 15h05.
Todo uniforme tem um ciclo de vida, até o dia em que é "aposentado". Mas na LATAM, esse fim também pode ser um recomeço: é dali que nasce o Segundo Voo, programa que dá uma segunda vida a calças, aventais, saias e blazers que já cumpriram sua função a bordo.
Neste ano, a iniciativa irá transformar 315 kg de tecido desses uniformes em nécessaires, distribuídas como brindes durante o Rock in Rio.
A transformação acontece em parceria com a Costurando Sonhos, organização sem fins lucrativos que reúne 20 costureiras e movimenta uma rede de cerca de 100 pessoas em torno da produção têxtil.
Raquel Argentino, gerente de Sustentabilidade e Impacto Social da LATAM Airlines Brasil, destaca que o programa vai muito além da redução do impacto ambiental por meio do reaproveitamento de resíduos do setor da moda.
"Ele nos permite fortalecer a comunidade via parcerias, geração de renda e fomento ao consumo responsável. Nossos parceiros transformam o antigo uniforme em novos produtos, gerando renda direta", afirma, em entrevista à EXAME.
Criado no Peru há cinco anos, o Segundo Voo hoje está presente também no Brasil, Equador, Colômbia, Paraguai e Chile. Em 2025, mais de 60.080 peças de uniforme e o equivalente a 8,55 toneladas foram destinadas ao programa.
Com esse material, foram produzidos 7.940 brindes, entre nécessaires, ecobags, sacolas, chaveiros, shoulder bags, porta-notebooks e porta-cabos.
Para a LATAM, a parceria com organizações como a Costurando Sonhos cria uma ponte entre a agenda ambiental e a inclusão produtiva de mulheres, que encontram na costura uma oportunidade de trabalho, geração de renda e desenvolvimento profissional.
No Rock in Rio, a entrega das nécessaires não vai ser no modelo tradicional de balcão. Ao lado da réplica da cabine Premium Business da companhia aérea, uma máquina de prêmios vai concentrar a distribuição: dentro da estrutura, uma corrente de ar faz circular bolinhas que representam os diferentes brindes, transformando a retirada em uma espécie de desafio para o público.