ESG

Brasil alcança 2 milhões de residências com energia solar; veja o ranking dos estados

Com a marca, o país ultrapassa R$ 70,3 bilhões em investimentos nos telhados, segundo a Absolar

Alcance: quase todas as cidades brasileiras já contam com placas solares residenciais (Getty Images)

Alcance: quase todas as cidades brasileiras já contam com placas solares residenciais (Getty Images)

Paula Pacheco
Paula Pacheco

Jornalista

Publicado em 17 de abril de 2024 às 12h42.

Última atualização em 17 de abril de 2024 às 13h57.

O Brasil chegou a 2 milhões de residências com energia solar nos telhados, segundo a Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (Absolar). Com isso, o país alcança R$ 70,3 bilhões em investimentos acumulados desde 2012. A tecnologia está presente em praticamente todos os municípios brasileiros.

Ainda de acordo com a entidade, os telhados solares abastecem mais de 2,5 milhões de unidades por meio do compartilhamento de créditos de energia gerados pelos sistemas solares para imóveis da mesma titularidade e na mesma área de concessão da distribuidora local.

Os telhados solares nas residências acumulam em torno de 13 gigawatts (GW) de potência instalada. No total, a geração própria de energia solar possui, aproximadamente, 28 GW de capacidade operacional em residências, comércios, indústrias, propriedades rurais e prédios públicos no Brasil, que abastecem mais de 3,5 milhões de unidades consumidoras.

No ranking da Absolar, o estado de São Paulo ocupa o primeiro lugar em número de residências atendidas pela geração própria solar, com cerca de 385,3 mil casas atendidas. No segundo posto está o Rio Grande do Sul, com 303,1 mil. Minas Gerais, com a terceira posição, conta hoje com 291,8 mil imóveis com placas fotovoltaicas em seus telhados.

Ranking estadual de residências com energia solar

PosiçãoUFNúmero de telhados solares em residências
SP385.373
RS303.180
MG291.829
PR176.482
BA173.489
RJ121.569
PE113.254
MT107.415
GO102.676
10ºMS102.530

Fonte: ABSOLAR (abril 2024)

Preço aumenta atratividade

Ronaldo Koloszuk, presidente do Conselho de Administração da Absolar, lembra que, segundo estimativas de analistas de mercado, apenas em 2023, os painéis solares registraram queda de cerca de 50% no preço médio final, ampliando a atratividade e o acesso aos brasileiros. "Trata-se, portanto, do melhor momento para se investir na tecnologia fotovoltaica e aproveitar a economia na conta de luz e os demais benefícios desta fonte limpa, renovável e barata.”

Um dos fatores que elevou a atratividade das placas solares residenciais é o recuo do preço, reflexo do aumento das vendas. Rodrigo Sauaia, CEO da Absolar, explica que o investimento em sistemas solares se paga em quatro a cinco anos, em média. Atualmente, há cerca de 100 linhas de financiamento disponíveis para ajudar a democratizar o acesso, oferecidas por instituições financeiras, fintechs e cooperativas de crédito.

“Assim, a energia solar é atualmente uma das principais e acessíveis soluções para os consumidores brasileiros conquistarem mais economia, autonomia, liberdade e previsibilidade”, diz.

Acompanhe tudo sobre:Energia renovávelEnergia solar

Mais de ESG

Na sede da ONU, em Nova York, Pacto Global da ONU – Rede Brasil debate agenda sustentável

Cacique da Amazônia pede ajuda para combater a biopirataria e critica falta de ação

Mestrado em Comunicação na FGV tem bolsas integrais para profissionais do terceiro setor

Material reciclado e objetos de segunda mão: como nasceu o castelo europeu de 5 andares

Mais na Exame