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"Novo arcabouço fiscal vai agradar muito o Congresso", diz ministra Simone Tebet

Apesar de não ter dado detalhes da proposta, ela afirmou que a equipe econômica moldou o documento, que vai ao encontro do que o Senado quer para o país

Lideranças femininas que transformam o Brasil foram premiadas pela Esfera Brasil e pela Conecta, em São Paulo (Esfera Brasil/Divulgação)

Lideranças femininas que transformam o Brasil foram premiadas pela Esfera Brasil e pela Conecta, em São Paulo (Esfera Brasil/Divulgação)

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Publicado em 21 de março de 2023 às 15h02.

Última atualização em 21 de março de 2023 às 15h12.

A ministra do Planejamento, Simone Tebet, afirmou que o novo arcabouço fiscal vai agradar o Congresso Nacional. “Sem dúvidas. Da forma como a equipe econômica moldou o novo arcabouço fiscal, eu tenho certeza, conhecendo o Congresso Nacional, que vai agradar muito e que vai ao encontro do que o Senado quer para o Brasil”, explicou.

A afirmação foi feita na noite desta segunda-feira, 20, em São Paulo, em evento promovido pela Esfera Brasil e pela Conecta para premiar Mulheres Exponenciais. A ministra foi homenageada na categoria Política.

Quando questionada sobre detalhes da proposta apresentada ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na sexta-feira, 17, ela afirmou “que teve de fazer voto de silêncio” e que a pergunta deveria ser dirigida ao ministro da Fazenda, Fernando Haddad.

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A ministra voltou do Panamá, onde participou da reunião anual do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID). Segundo ela, o Brasil deixou um recado muito claro aos demais países da América Latina: “O nosso governo é o governo da inclusão social, da sustentabilidade e da igualdade de gênero e diversidade”.

Ao lado de outras lideranças femininas que ajudam a transformar o Brasil, Tebet foi homenageada e destacou a importância de haver mais mulheres na política. “Sou de um berço muito conservador, neta de libaneses, tinha tudo para não estar aqui, mas a gente não é só fruto do meio, mas também das circunstâncias, e elas me trouxeram até aqui”, disse. “Vamos nos agigantar porque o Brasil precisa muito de nós”, acrescentou.

Premiadas

Nesta segunda edição do prêmio, também foram homenageadas lideranças que ganharam destaque pelo trabalho realizado. Na categoria Impacto Social, a empresária Geyze Diniz foi premiada pela mobilização que realizou durante a pandemia de covid-19 para combater a fome e também pelas doações que reuniu para as vítimas das chuvas no Litoral Norte de São Paulo.

A geneticista Lygia da Veiga Pereira recebeu o troféu na categoria Ciência pela contribuição realizada durante décadas como pesquisadora da USP. Ela fez parte da equipe que criou o primeiro camundongo transgênico do Brasil para estudo de doenças genéticas.

A diretora-executiva de Assuntos Corporativos da JBS, Marcela Rocha, foi premiada na categoria Sustentabilidade. À frente do maior negócio de alimentos do mundo, ela pretende que a empresa se torne net zero até 2040, neutralizando todas as emissões de gases de efeito estufa.

Na categoria Tecnologia, Bia Santos, CEO da Barkus, foi a homenageada. A empresa ensina educação financeira à população brasileira, em especial para pessoas negras, mulheres, público LGBTQIA+ e para as classes C, D e E.

Jéssica Pereira recebeu o troféu na categoria Empreendorismo Social por ser a primeira empreendedora com Síndrome de Down a formalizar seu negócio no Brasil. Hoje ela é sócia-proprietária do Bellatucci Café.

Para Camila Camargo, CEO da Esfera Brasil, é importante destacar o papel de relevância das homenageadas: “Se não tivéssemos como exemplo essas mulheres fortes, cada uma levantando uma bandeira, de fato, você nem entenderia que é possível ir tão longe”.

Segundo Luana Tavares, COO da Esfera e fundadora da Conecta, o objetivo é prestigiar nomes que fazem a diferença. “Reconhecer as mulheres que conseguiram ousar, romper barreiras e se tornaram protagonistas é essencial para que outras possam se inspirar a fazer o mesmo”, destacou.

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