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Paridade de salários e cargos de liderança ainda são desafios para as mulheres

Oportunidades e competência para mudar essa realidade não faltam. Esfera Brasil realiza evento e premiação com mulheres que ajudam a transformar o Brasil

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Esfera Brasil e Conecta realizam o Prêmio Mulheres Exponenciais 2023 para homenagear mulheres que transformam o País (Esfera Brasil/Divulgação)

Esfera Brasil e Conecta realizam o Prêmio Mulheres Exponenciais 2023 para homenagear mulheres que transformam o País (Esfera Brasil/Divulgação)

Mesmo com salários mais baixos do que o de homens na mesma função e com restrições a alcançar cargos de chefia, as mulheres têm a cada dia conquistado mais espaço em empresas, negócios e também na política. Para homenagear figuras femininas que transformam o Brasil, a Esfera Brasil e a Conecta realizam a segunda edição do prêmio “Mulheres Exponenciais”.

Para Camila Camargo, CEO da Esfera Brasil, ainda é preciso reunir mulheres para debater assuntos latentes, como a desigualdade de oportunidades. Os encontros são enriquecedores pela troca de experiências e de conselhos, até mesmo pelo acolhimento. “Se não tivéssemos como exemplo essas mulheres fortes, cada uma levantando uma bandeira, de fato, você nem entenderia que é possível ir tão longe”, diz.

Formada em Comunicação Social pela FAAP, Camila tem a liderança empresarial e a veia política em seu DNA. Filha de João Camargo, chairman da CNN Brasil, é neta do ex-deputado constituinte José Camargo e também de Dilson Funaro, empresário da Trol e ex-ministro da Fazenda no governo Sarney. Aos 30 anos, assumiu a posição de CEO da organização, que tem menos de dois anos de existência, mas já tem se destacado por dar luz a debates importantes e promover articulações com o governo federal.

Camila defende maior participação feminina em diferentes esferas. “Agrega cada vez a gente ter mais mulheres na política, na tomada de decisão, ou em qualquer outro meio, porque tem muitos pontos cegos que a gente não vê e o diferente faz a gente abrir o olho”, ressalta a executiva.

Veja também: A sub-representação das mulheres na política brasileira

Segurança jurídica e independência judicial são essenciais para a democracia

O evento “Mulheres Exponenciais” será realizado no dia 20 de março em São Paulo e reúne mulheres que estão na política, como a ministra do planejamento, Simone Tebet, uma das homenageadas, a primeira-dama do Rio de Janeiro, Analine Castro, a secretária de Saúde Digital, Ana Estela Haddad, além de outras figuras que ganharam destaque pelo trabalho realizado, entre elas a empresária Geyze Diniz, a pesquisadora e geneticista Lygia da Veiga Pereira e a primeira empreendedora com Síndrome de Down, Jéssica Pereira.

Segundo Luana Tavares, COO da Esfera e fundadora da Conecta, a ideia do prêmio é prestigiar as mulheres que fazem a diferença, apesar das adversidades. “Reconhecer as mulheres que conseguiram ousar, romper barreiras e se tornarem protagonistas é essencial para que outras possam se inspirar a fazer o mesmo, se assim desejarem”.

Dura realidade

Um levantamento do Centro de Liderança Pública (CLP) aponta que, no setor público, apenas as mulheres que trabalham na administração federal alcançaram paridade de salários com homens. De acordo com a última atualização da RAIS (Relação Anual de Informações Sociais), em 2019 a diferença salarial entre homens e mulheres era de 4,5% no municipal, de 26% no estadual, e de 21,4% no setor privado.

Nas últimas duas décadas, mais de 5,4 milhões de brasileiras passaram a integrar o mercado de trabalho formal. No mesmo período, o número de lares chefiados por mulheres dobrou, chegando a 34 milhões.

A realidade é ainda mais cruel para as mulheres negras, que recebem 55% menos do que um homem branco, mas também menos, em média, do que as brancas com o mesmo grau de escolaridade. Os dados são da pesquisa “Mulheres no mercado de trabalho”, realizada pelo Instituto Locomotiva a pedido da consultoria iO Diversidade.

Os desafios são grandes, mas é possível mudar essa realidade. Um dos primeiros passos é aumentar o número de cadeiras ocupadas por mulheres no Legislativo. Hoje elas estão em apenas 16% dos cargos nas câmaras municipais. A meta é alcançar ao menos 30% dos assentos.

"É urgente mais mulheres na política para que a gente não perca mais a oportunidade de ter o talento e a competência feminina a serviço do país, trazendo mais resultados, como mostram tantos estudos. Nossa liderança é, de fato, efetiva e faz diferença, reduzindo a corrupção, violência contra a mulher, mortalidade infantil e outros efeitos", pontua Laiz Soares, que é diretora de operações da Conecta.

Fazendo a diferença

Na disputa eleitoral, Simone Tebet teve um papel relevante. A candidata do MDB ficou em terceiro lugar no pleito de 2022, com quase 5 milhões de votos, e foi responsável por uma boa parcela da transferência de eleitores para Lula vencer no segundo turno. Pelo protagonismo, a ministra vai receber o prêmio na categoria política.

Outro destaque entre as premiadas é Geyze Diniz, pelo impacto social gerado. Ela foi uma das articuladoras do movimento União SP. A esposa de Abilio Diniz foi uma liderança no combate à fome durante a pandemia de Covid-19 e, nas últimas semanas, capitaneou uma série de doações para as vítimas das chuvas do litoral Norte de São Paulo.

No painel “Protagonistas dos próximos 4 anos”, que será realizado no evento, o papel das primeiras-damas estará em foco. Antes restritas aos bastidores da política, elas conquistaram um espaço cada vez mais estratégico, com olhar atento às decisões para construção de um Brasil mais desenvolvido.

Na premiação, as homenagens serão para mulheres que se destacaram nas categorias política, empreendedorismo, ciência e tecnologia e impacto social. “Nosso evento também convida os homens a estarem conosco abrindo espaço para mais histórias como as das premiadas”, enfatiza Luana Tavares.

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