Simone Tebet: quem é a aposta da 3ª via pós saída de Doria

Conheça a trajetória da senadora do Mato Grosso do Sul, que é o nome de consenso do grupo formado por MBD, PSDB e Cidadania. Ela já disse que se não for cabeça de chapa não aceita ser vice
 (Waldemir Barreto/Agência Senado/Agência Senado)
(Waldemir Barreto/Agência Senado/Agência Senado)
Por Da RedaçãoPublicado em 15/05/2022 08:00 | Última atualização em 26/05/2022 16:12Tempo de Leitura: 3 min de leitura

Nome: Simone Nassar Tebet
Vice: indefinido
Partido: MDB
Idade: 52 anos
Data de nascimento: 22/02/1970
Ocupação: advogada e professora
Grau de instrução: superior completo
Estado civil: casada
Município de nascimento: Três Lagoas (MS)

Resumo da pré-candidata

A trajetória de Simone Tebet reflete os avanços da participação feminina dentro da política brasileira. Formada em Direito, disputou o primeiro cargo eletivo em 2002, sendo eleita deputada estadual em Mato Grosso do Sul, com a maior votação feminina da história para a Assembleia Legislativa do estado. É filha de Ramez Tebet, senador, falecido em 2006, que foi presidente do Congresso Nacional, ministro do governo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB), e também ocupou o cargo de governador do Mato Grosso do Sul.

Em 2004, Simone Tebet decidiu seguir os passos do pai e disputou a prefeitura da sua cidade natal, Três Lagoas. Venceu, com mais de 66% dos votos, e foi a primeira mulher a ocupar o cargo, aos 33 anos de idade.

Quatro anos mais tarde disputou a reeleição do cargo e venceu com mais de 76% dos votos. Como vice estava uma outra mulher, que também se tornaria prefeitura da cidade sul-mato-grossense. Deixou o cargo do Executivo municipal para ser candidata a vice-governadora do estado na chapa de André Puccinelli (MDB). A dupla venceu logo no primeiro turno, e ela se tornou, mais uma vez, a primeira mulher a ocupar o cargo.

Em 2014 disputou uma vaga de Senadora da República, sendo eleita por Mato Grosso do Sul. No parlamento, ocupou diversos cargos em comissões estratégicas. Foi presidente da Comissão de Constituição e Justiça, a mais importante da Casa, e por onde todos os projetos passam antes de chegar ao plenário. Foi durante sua gestão que as principais reformas, como a da Previdência, passaram pelo Congresso Nacional.

Disputou a presidência do Senado em 2021, sendo a primeira mulher a participar da eleição, mesmo contra a vontade de seu partido, o MDB. Recebeu 21 votos. É membro da bancada feminina do Senado, já tendo ocupado o cargo de líder do grupo.

Durante a CPI da Covid-19 ganhou destaque ao ser uma das vozes mais atuantes nos interrogatórios. No depoimento de Wagner Rosário, da Controladoria-Geral da União, sobre a suposta compra irregular de vacinas feita pelo governo federal, foi chamada de “descontrolada” pelo depoente, o que gerou tumulto na sessão. Colegas de partido e de oposição saíram em defesa da senadora.

Chega em 2022, no fim do mandato como senadora, com a vontade de ser candidata do MDB à Presidência da República. Tem o apoio de alguns líderes do partido, como o ex-presidente Michel Temer, mas encontra resistência em políticos nordestinos. Participa do grupo formado por MBD, PSDB e Cidadania para encontrar um candidato único da terceira via, mas já disse que se não for cabeça de chapa, não aceita ser vice.

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