Simone Tebet: a aposta final da '3ª via' na corrida presidencial

Quem é Simone Tebet, candidata do MDB à Presidência da República
 (Waldemir Barreto/Agência Senado/Agência Senado)
(Waldemir Barreto/Agência Senado/Agência Senado)
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Da Redação

Publicado em 15/05/2022 às 08:00.

Última atualização em 23/09/2022 às 17:59.

Nome: Simone Nassar Tebet
Vice: Mara Gabrilli
Partido: MDB
Coligação: MDB / Federação PSDB Cidadania (PSDB/Cidadania) / Podemos
Idade
: 52 anos
Data de nascimento: 22/02/1970
Ocupação: advogada e professora
Grau de instrução: superior completo
Estado civil: casada
Município de nascimento: Três Lagoas (MS)

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Resumo da candidata

A trajetória de Simone Tebet reflete os avanços da participação feminina dentro da política brasileira. Formada em Direito, disputou o primeiro cargo eletivo em 2002, sendo eleita deputada estadual em Mato Grosso do Sul, com a maior votação feminina da história para a Assembleia Legislativa do estado. É filha de Ramez Tebet, senador, falecido em 2006, que foi presidente do Congresso Nacional, ministro do governo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB), e também ocupou o cargo de governador do Mato Grosso do Sul.

Em 2004, Simone Tebet decidiu seguir os passos do pai e disputou a prefeitura da sua cidade natal, Três Lagoas. Venceu, com mais de 66% dos votos, e foi a primeira mulher a ocupar o cargo, aos 33 anos de idade.

Quatro anos mais tarde disputou a reeleição do cargo e venceu com mais de 76% dos votos. Como vice estava uma outra mulher, que também se tornaria prefeitura da cidade sul-mato-grossense. Deixou o cargo do Executivo municipal para ser candidata a vice-governadora do estado na chapa de André Puccinelli (MDB). A dupla venceu logo no primeiro turno, e ela se tornou, mais uma vez, a primeira mulher a ocupar o cargo.

Em 2014 disputou uma vaga de Senadora da República, sendo eleita por Mato Grosso do Sul. No parlamento, ocupou diversos cargos em comissões estratégicas. Foi presidente da Comissão de Constituição e Justiça, a mais importante da Casa, e por onde todos os projetos passam antes de chegar ao plenário. Foi durante sua gestão que as principais reformas, como a da Previdência, passaram pelo Congresso Nacional.

Disputou a presidência do Senado em 2021, sendo a primeira mulher a participar da eleição, mesmo contra a vontade da bancada de seu partido, o MDB. Recebeu 21 votos. É membro da bancada feminina do Senado, já tendo ocupado o cargo de líder do grupo.

Durante a CPI da Covid-19 ganhou destaque ao ser uma das vozes mais atuantes nos interrogatórios. No depoimento de Wagner Rosário, da Controladoria-Geral da União, sobre a suposta compra irregular de vacinas feita pelo governo federal, foi chamada de “descontrolada” pelo depoente, o que gerou tumulto na sessão. Colegas de partido e de oposição saíram em defesa da senadora.

A senadora se tornou a pré-candidata do MDB no fim de 2021 e seu nome ganhou força com a saída do ex-governador João Doria (PSDB) da disputa. Após Doria desistir da candidatura, Tebet se tornou oficialmente a candidata de consenso do grupo formado por MDB, PSDB e Cidadania.

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