Ciro Gomes: ele quer ser a alternativa à polarização

Filiado ao PDT, Ciro Gomes, em 2018, se candidatou pela terceira vez ao Palácio do Planalto. Ficou em terceiro lugar, com 12% dos votos
 (NELSON ALMEIDA/AFP via Getty Images/Getty Images)
(NELSON ALMEIDA/AFP via Getty Images/Getty Images)
Por Da RedaçãoPublicado em 15/05/2022 08:00 | Última atualização em 26/05/2022 16:49Tempo de Leitura: 2 min de leitura

Nome: Ciro Ferreira Gomes
Vice: indefinido
Partido: PDT
Idade: 64 anos
Data de nascimento: 06/11/1957
Ocupação: advogado
Grau de instrução: superior completo
Estado civil: casado
Município de nascimento: Pindamonhangaba (SP)

Resumo do pré-candidato

Ciro Gomes (PDT) é natural de Pindamonhangaba, em São Paulo, mas foi no Ceará que construiu sua carreira política. Quando ele tinha quatro anos de idade, sua família decidiu sair da cidade paulista e se mudar para Sobral, no interior cearense, terra natal do pai de Ciro. Para estudar Direito, se mudou para a capital do estado, Fortaleza.

Logo depois de formado, disputou a primeira eleição, para deputado estadual, sendo eleito por dois mandatos. Em 1988 se candidatou a prefeito de Fortaleza, e assumiu o comando da cidade aos 31 anos de idade. Renunciou ao mandato para se candidatar a governador, e foi eleito, na época pelo PSDB.

Em 1995 assumiu o primeiro cargo federal, como ministro da Fazenda, durante o governo de Itamar Franco. O período foi marcado pela consolidação do Plano Real, que acabou com os anos de hiperinflação no Brasil. Ficou no ninho tucano até 1997, quando se filiou ao PPS (atual Cidadania), para concorrer à presidência da República pela primeira vez, mas nem chegou a ir ao segundo turno. Disputou mais uma vez em 2002, ficando em quarto lugar, com 11% dos votos válidos.

Foi ministro da Integração Nacional durante o primeiro mandato do governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), entre 2003 e 2006. Sua gestão ficou marcada pela concepção e início das obras de um dos maiores projetos de infraestrutura da história brasileira: a transposição do Rio São Francisco, que leva água ao Sertão nordestino.

Em 2006, ele foi candidato a deputado federal pelo PSB e venceu como um dos mais votados do país. Filiado ao PDT, se candidatou mais uma vez ao Palácio do Planalto nas eleições de 2018. Ficou em terceiro lugar, com 12% dos votos. No segundo turno, entre Jair Bolsonaro (na época filiado ao PSL) e Fernando Haddad (PT), adotou uma postura de oposição às duas candidaturas. Em entrevista recente, disse que votou no petista, apesar das duras críticas feitas ao partido.

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