Economia

Total de sindicatos no país cresce 43% em 10 anos, diz IBGE

Os primeiros resultados da Pesquisa Sindical 2001, divulgada nesta terça-feira pelo IBGE, revelam que, de 1991 a 2001, o número total de sindicatos, no país, cresceu 43%, passando de 11.193 para 15.963 sindicatos. A maior parte destes constitui-se de sindicatos de trabalhadores, que eram 7.612, em 1991, e 11.354, em 2001. A divulgação dos resultados […]

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Da Redação

Publicado em 9 de outubro de 2008 às 10h33.

Os primeiros resultados da Pesquisa Sindical 2001, divulgada nesta terça-feira pelo IBGE, revelam que, de 1991 a 2001, o número total de sindicatos, no país, cresceu 43%, passando de 11.193 para 15.963 sindicatos. A maior parte destes constitui-se de sindicatos de trabalhadores, que eram 7.612, em 1991, e 11.354, em 2001. A divulgação dos resultados completos da pesquisa está prevista para o próximo mês de novembro.

As taxas de crescimento dos sindicatos de trabalhadores autônomos (307%), de empregadores urbanos (58%) e de empregados urbanos (59%) ficaram acima da taxa de crescimento do total de sindicatos. O peso dos sindicatos rurais decresceu: enquanto em 1991 era de 40%, em 2001 é de cerca de 36%.

No que se refere ao número de associados e à taxa de sindicalização, houve pequena queda em relação à População Economicamente Ativa e um ligeiro crescimento em relação à População Ocupada.

A pesquisa também revelou que, em 2001, 12% dos sindicatos tinham até 100 associados e 29%, mais de 1.000 associados.

As regiões Norte (79%) e Centro Oeste (71%) apresentaram as maiores taxas de crescimento em relação à pesquisa anterior, mas não alteraram suas posições relativas. Sudeste (37%) e Sul (33%), embora tenham crescido num ritmo inferior ao observado para a região Nordeste (42%), continuam, juntamente com esta última, sendo as regiões com maiores proporções de sindicatos.

Quanto à distribuição segundo a abrangência da base territorial, os sindicatos de representação nacional apresentaram a maior taxa de crescimento (186%, entre 1991 e 2001). No entanto, não ultrapassam cerca de 1% do total de sindicatos, enquanto os de representação municipal predominam largamente, representando 53% do total.

Os resultados da pesquisa mostram que, no que se refere ao número de sindicatos por grandes grupos profissionais, o sindicalismo industrial e o de empresas de crédito, aí incluídos os bancários, estão entre os mais atingidos pela introdução de inovações tecnológicas e administrativas, reduzindo-se sua base social.

A taxa de crescimento dos sindicatos de trabalhadores da indústria foi de 15% e a dos de empresas de crédito, 12%.

Os servidores públicos tiveram crescimento nos seus sindicatos por ser recente a legitimação de sua representação sindical - a partir da Constituição de 1988. Já o alto crescimento experimentado pelos trabalhadores em Estabelecimentos de Educação e Cultura se deve, também, à inclusão, nesta categoria, dos professores, dos auxiliares de administração escolar e dos demais empregados em estabelecimentos da rede pública federal, estadual e municipal de ensino.

A Pesquisa Sindical 2001 mostra que 62% dos sindicatos de trabalhadores não são filiados a nenhuma central sindical. A proporção de filiados, porém, cresceu entre 1991 e 2001, passando de 30% para 38%. Desse total, 66% são filiados à Central Única dos Trabalhadores (CUT) e 19% à Força Sindical (FS).

Pela primeira vez a Pesquisa levantou junto aos sindicatos de empregados urbanos, trabalhadores avulsos e trabalhadores rurais, se eles tinham conhecimento de greves em sua base sindical. Os resultados mostram que 19% dos sindicatos de empregados urbanos, 4% dos trabalhadores avulsos e 5% dos trabalhadores rurais tinham conhecimento de greve na base de representação. Já o número de sindicatos que realizaram negociações, em 2001, permaneceu estável quando avaliado em relação a 1991 (em torno de 50% nos dois anos). A proporção de sindicatos que realizou negociações é bastante diferenciada por região, com destaque para Sudeste e Sul, onde 63% e 62%, respectivamente, estão neste caso.

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