Economia

Superávit já representa um quarto da meta, diz Augustin

"É um valor bem significativo. Ele tende a auxiliar na compreensão do mercado da solidez da nossa política fiscal", disse o secretário do Tesouro Nacional, Arno Augustin


	O secretário do Tesouro Nacional, Arno Augustin: de acordo com Augustin, em qualquer cenário o resultado de janeiro é "auspicioso".
 (REUTERS/Ueslei Marcelino)

O secretário do Tesouro Nacional, Arno Augustin: de acordo com Augustin, em qualquer cenário o resultado de janeiro é "auspicioso". (REUTERS/Ueslei Marcelino)

DR

Da Redação

Publicado em 13 de junho de 2013 às 07h48.

Brasília - O secretário do Tesouro Nacional, Arno Augustin, destacou nesta terça-feira que o superávit primário de janeiro, de R$ 26,1 bilhões, é muito elevado e representa um quarto da meta fiscal cheia prevista para este ano. "É um valor bem significativo. Ele tende a auxiliar na compreensão do mercado da solidez da nossa política fiscal", disse.

"Estamos bem satisfeitos com o resultado de janeiro, compreendendo que cada mês tem sua especificidade em termos de valor do [superávit] primário. Janeiro é tradicionalmente forte, mas o resultado desse ano é bem maior do que no ano passado e, portanto, anima", afirmou. Segundo ele, um resultado bom sempre significa que a economia está reativando. "É mais um indicador. Não é definitivo, mas é um bom indicador".

O secretário afirmou que o resultado fiscal ajuda a reduzir a dívida pública em relação ao Produto Interno Bruto (PIB). "O mercado vê que isso vem ocorrendo há bastante tempo e tende a precificar os nossos títulos de forma melhor, com menores taxas e isso é muito bom para o Brasil, porque significa que a velocidade redução da relação dívida/PIB pode aumentar", destacou. "Quanto mais o mercado confia nos fundamentos do País, mais as taxas podem ser menores", disse.

Augustin indicou também que não poderia adiantar se o governo perseguirá em 2013 o cumprimento da meta cheia de superávit primário. Segundo ele, só depois da aprovação do Orçamento é que o governo definirá essa questão, durante as discussões do decreto de programação orçamentária deste ano.

De acordo com Augustin, em qualquer cenário o resultado de janeiro é "auspicioso". Ele argumentou que a análise das contas publicas tem que ser feita pela sua tendência. E, no caso do Brasil, afirmou que a tendência é de queda mais forte da relação entre a dívida líquida do setor público e o PIB. "A divida PIB caiu bastante e vai cair mais este ano. Há uma tendência muito positiva", disse.

Segundo ele, essa é uma demonstração "eloquente" da solidez fiscal do Brasil. O secretário avaliou ainda que as contas dos Estados e municípios serão muito melhores em 2013 do que em 2012. No ano passado, os Estados não cumpriram a meta fiscal porque fizeram investimentos maiores com a liberação de crédito feita pelo governo federal.

Acompanhe tudo sobre:economia-brasileiraMercado financeiroIndicadores econômicosBanco CentralPIB

Mais de Economia

Boletim Focus: mercado reduz projeção do IPCA para 2026 pela 5ª vez consecutiva

Após ata, aposta por corte de 0,5 ponto na Selic em março ganha força

Carlos Antonio Rocca, fundador do Cemec-Fipe, morre aos 85 anos

R$ 88 bi do PIB e 640 mil empregos: os impactos do fim da escala 6x1