Preço das passagens aéreas fica abaixo da inflação e cai 12% em agosto no IPCA

Belém (PA) foi a capital com maior queda no preço das passagens aéreas em agosto, na medição do IPCA; veja a variação nas capitais
Avião: preço das passagens aéreas recuou 12% em agosto (Paulo Pinto/Fotos Públicas)
Avião: preço das passagens aéreas recuou 12% em agosto (Paulo Pinto/Fotos Públicas)
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Carolina Riveira

Publicado em 09/09/2022 às 13:21.

Última atualização em 09/09/2022 às 13:39.

Após meses de alta, viajar de avião começou a ficar um pouco mais barato. O preço das passagens aéreas caiu 12,07% em agosto em relação ao mês anterior, segundo divulgado no Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), índice inflacionário medido pelo IBGE.

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A passagem aérea foi o terceiro subitem com maior queda dentre os mais de 300 analisados no IPCA.

A variação das passagens foi mais ampla do que o IPCA geral no mês, que teve queda de 0,36% (isto é, com uma deflação, como já havia ocorrido em julho).

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Além das passagens, itens que haviam subido muito no primeiro semestre, como frutas e verduras, tiveram novas quedas no mês, assim como os combustíveis, cujos preços vem caindo desde julho com preço menor do petróleo no mercado internacional e cortes de impostos.

Os itens com maiores quedas em agosto foram:

  • Morango: -23.27%
  • Pepino: -21.14%
  • Passagem aérea: -12.07%
  • Gasolina: -11.64%
  • Tomate: -11.25%
  • Batata-inglesa: -10.07%
  • Repolho: -9.06%
  • Cenoura: -8.79%
  • Etanol: -8.67%
  • Abobrinha: -8.41%

Com a variação de agosto, a passagem aérea passa a acumular uma baixa de 1,53% desde o início do ano, em janeiro.

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A redução nos preços das passagens em agosto é sobretudo sazonal, com o fim do período de férias escolares em julho, além de um cenário mais favorável para os custos de combustíveis com a queda na cotação do barril de petróleo no exterior.

“Essa é uma comparação com julho, que é um mês de férias e há aumento da demanda. Além disso, foram quatro meses seguidos de alta, o que eleva a base de comparação. Também há o impacto da redução do querosene de aviação nesse período”, disse em nota o gerente da pesquisa do IPCA, Pedro Kislanov, do IBGE.

Em relação ao ano passado, o saldo ainda é de alta: no acumulado em 12 meses, o preço da passagem aérea teve alta de 74,94% (muito acima da inflação no período, que é de 8,73%).

Após momentos de baixa na pandemia, o preço das passagens teve picos com a vacinação e reabertura dos países pelo mundo, além do retorno de viagens corporativas e custos de operação em alta.

Lugares em que passagem ficou mais barata

O preço das passagens caiu em agosto em todas as capitais pesquisadas pelo IBGE, com exceção de Rio Branco (Acre), onde os preços ficaram estáveis (alta de 0,14%).

A capital em que os preços mais recuaram foi Belém (Pará), com queda de quase 20%. Além de Rio Branco, a capital federal Brasília teve a segunda menor queda, ainda assim, com preços recuando quase 7%.

  • Belém (PA) -19.73%
  • Salvador (BA) -17.88%
  • Belo Horizonte (MG) -17.19%
  • Recife (PE) -16.84%
  • Campo Grande (MS) -15.13%
  • Porto Alegre (RS) -14.43%
  • Curitiba (PR) -14.29%
  • Aracaju (SE) -13.33%
  • Fortaleza (CE) -12.15%
  • Rio de Janeiro (RJ) -11.05%
  • Goiânia (GO) -9.85%
  • Grande Vitória (ES) -9.77%
  • São Paulo (SP) -9%
  • São Luís (MA) -8.53%
  • Brasília (DF) -6.77%
  • Rio Branco (AC) +0.14%

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