Economia

PIB da construção deve cair pelo 4º ano seguido, vê Sinduscon-SP

A entidade piorou a estimativa para o PIB do setor neste ano, passando a prever uma contração de 3,5%

Construção: se confirmada a projeção, a queda acumulada será de mais de 16% desde 2014 (iStock/Thinkstock)

Construção: se confirmada a projeção, a queda acumulada será de mais de 16% desde 2014 (iStock/Thinkstock)

R

Reuters

Publicado em 22 de agosto de 2017 às 18h34.

Priorizar nos meus resultados Google

São Paulo - O Produto Interno Bruto (PIB) da indústria de construção civil deve cair pelo quarto ano consecutivo em 2017, disse nesta terça-feira o Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo (Sinduscon-SP).

A entidade piorou a estimativa para o PIB do setor neste ano, passando a prever uma contração de 3,5 por cento, ante expectativa de crescimento de 0,5 por cento. Se confirmada a projeção, a queda acumulada será de mais de 16 por cento desde 2014, alertou o Sinduscon-SP.

"Estamos retrocedendo e a caminho acelerado na direção de uma indústria precária, com uma produção baixa e investimentos em tecnologia restritos a um pequeno grupo de empresas", disse o vice-presidente de Economia do SindusCon-SP, Eduardo Zaidan, em nota.

A indústria de construção civil empregava 2,45 milhões de pessoas em julho e a expectativa do Sinduscon-SP é de que o estoque de trabalhadores caia a 2,26 milhões até o fim do ano.

Segundo cálculos do sindicato em parceria com a Fundação Getulio Vargas, a economia brasileira precisa crescer pelo menos 3,5 por cento ao ano nos próximos cinco anos para que o setor volte ao nível de atividade de 2013, ano que antecedeu a crise.

Acompanhe tudo sobre:PIB do BrasilConstrução civil

Mais de Economia

Lula defende responsabilidade fiscal para atrair investimentos: 'Economia precisa estar arrumada'

Quando começa o imposto do pecado? Cerveja vai ficar mais cara? Veja perguntas e respostas

Reforma tributária não será adiada e começa em 2027, diz ministro da Fazenda

Economistas veem pausa prolongada no ciclo de cortes de juros após decisão do Copom