Economia

Novo DDD em SP expõe divergência entre operadoras

Brasília - As 193 sugestões recebidas pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) na consulta pública sobre a criação do código de área 10 em São Paulo trouxeram à tona as divergências entre as operadoras de telefonia móvel sobre a proposta da agência para sanar os problemas de escassez de números para habilitação de novas linhas. […]

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Da Redação

Publicado em 10 de outubro de 2010 às 03h46.

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Brasília - As 193 sugestões recebidas pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) na consulta pública sobre a criação do código de área 10 em São Paulo trouxeram à tona as divergências entre as operadoras de telefonia móvel sobre a proposta da agência para sanar os problemas de escassez de números para habilitação de novas linhas.

A Oi, última operadora de celular a ingressar em São Paulo, foi a única prestadora a se manifestar totalmente favorável à proposta da agência.

TIM e Claro defendem um prazo maior para que a mudança seja efetivada. A Vivo, por sua vez, argumenta que, para que a medida passe a valer a partir de 31 de outubro deste ano, a regulamentação da mudança teria de ocorrer até o próximo mês, o que seria praticamente inviável. Isso porque as contribuições têm de ser analisadas pela área técnica antes do envio ao Conselho Diretor da Anatel, que decidirá quais alterações serão incorporadas ao texto. Assim, não haveria tempo hábil para implementar a mudança até o mês que vem.

O objetivo da agência, ao criar o novo código, é duplicar o número de linhas disponíveis na capital paulista, já que os números de DDD 11 estão se esgotando. Assim, um mesmo número de telefone passará a ter dois códigos: um DDD 10 e outro 11. Serão linhas diferenciadas, para atender a demanda. A tarifa da ligação entre os números DDD 10 e 11, no entanto, será de chamada local.

Depois da mudança, para fazer uma ligação para os atuais celulares, a pessoa deverá discar 11 e o número antigo. Para chamar os celulares adquiridos a partir da alteração, será necessário discar 10 e outros oito dígitos. A mudança deve custar R$ 135 milhões, segundo a Anatel.

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