Economia

Ministros questionam ranking do IDH elaborado pelo PNUD

Três ministros do governo Dilma afirmam que os indicadores de saúde e educação estão desatualizados


	Aula: eles apresentaram um relatório alternativo em que o Brasil subiria 11 posições
 (Getty Images/Getty Images)

Aula: eles apresentaram um relatório alternativo em que o Brasil subiria 11 posições (Getty Images/Getty Images)

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Da Redação

Publicado em 24 de julho de 2014 às 13h51.

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Brasília - Três ministros do governo Dilma Rousseff questionaram nesta quinta-feira, 24, o relatório das Nações Unidas que classifica o País como 79ºcolocado no ranking do Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), afirmando que os indicadores de saúde e educação estão desatualizados.

Sem disfarçar a irritação, eles apresentaram um relatório alternativo em que o Brasil subiria 11 posições, passando a figurar como país de desenvolvimento humano muito alto.

Participaram da coletiva de imprensa para comentar o assunto os ministros da Saúde, da Educação e do Desenvolvimento Social e Combate à Fome.

O governo afirma que o IDH brasileiro é 0,764, superior aos 0,744 calculados pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD).

De acordo com os ministérios, a esperança de vida ao nascer do brasileiro é 74,8 anos, ao contrário dos 73,9 apontados pelo PNUD. Os anos esperados de escolaridade são 16,3, em vez dos 15,2 do ranking oficial.

Usando números dos ministérios, a média de anos de estudo da população é 7,6. No relatório, foi usado para o cálculo o valor de 7,2.

No caso da esperança de vida ao nascer, o governo afirma que o PNUD adotou dados de 2010. O Ministério da Saúde, no entanto, garantiu que já estavam disponíveis dados de 2013.

Para o cálculo dos anos esperados de escolaridade, o PNUD teria desconsiderado as matrículas das crianças a partir de cinco anos, incluindo, portanto, as que estão nas creches.

O governo alega ainda que, no caso de média de anos de estudo da população adulta, a ONU usou dados brasileiros de 2009 quando o governo já teria os de 2012.

"O IDH brasileiro não reflete o que ocorreu nos últimos quatro anos, pois os dados estão desatualizados", afirmou a ministra de Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Tereza Campello.

A ministra afirmou que "dezenas" de países apareceram no ranking com dados atualizados, o que deixaria o Brasil numa situação desfavorável no momento do cálculo do ranking.

Para ela, o mais importante é a média geral que teria sido alcançada pelo País, de 0,764. O cálculo com a nova posição brasileira feita pela equipe do governo está sujeito a incorreções, ponderou, porque outros países podem ter sido vítimas do mesmo problema de desatualização de dados, como ocorreu com o Brasil. "A discussão não é de ranking, mas é de quanto avançamos no IDH", completou.

O ministro da Educação, Henrique Paim, afirmou que o Brasil já atingiu um índice de expectativa de anos de estudos elevado, de 16,3, próximo ao dos Estados Unidos, que é de 16,5. O ministro da Saúde, Arthur Chioro, por sua vez, citou a redução dos índices de mortalidade infantil.

O PNUD deverá divulgar nas próximas horas um comunicado em resposta às críticas do governo brasileiro.

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