Economia
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Local do estaleiro que seria construído no Ceará vai ser definido em julho

Rio de Janeiro - O novo endereço do estaleiro do grupo Promar, que venceu a concorrência para construção de oito navios para a Transpetro, será conhecido até julho. O empreendimento foi projetado para ser instalado no Ceará, mas um impasse sobre o terreno acabou inviabilizando a construção. O presidente da Transpetro, Sérgio Machado, revelou hoje (23) […]

 (EXAME.com)

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Vladimir Platonow

10 de outubro de 2010, 03h42

Rio de Janeiro - O novo endereço do estaleiro do grupo Promar, que venceu a concorrência para construção de oito navios para a Transpetro, será conhecido até julho. O empreendimento foi projetado para ser instalado no Ceará, mas um impasse sobre o terreno acabou inviabilizando a construção. O presidente da Transpetro, Sérgio Machado, revelou hoje (23) que cinco estados demonstraram interesse em abrigar o estaleiro, onde serão construídos navios de transporte de gás liquefeito de petróleo (GLP), com investimentos de US$ 536 milhões.

"Dia 30 [de junho] o estaleiro [Promar] vai nos apontar quais são os estados que apresentaram alternativas de terreno e licença ambiental. A partir daí, nós vamos decidir para qual estado vai o estaleiro", explicou Machado, durante entrevista coletiva sobre o lançamento do petroleiro Celso Furtado, que ocorrerá amanhã (24), em Niterói. Segundo Furtado, a data limite da escolha do local é 10 de julho.

Perguntado se havia a possibilidade de instalação de um outro estaleiro no Ceará, o presidente da Transpetro disse que isso depende de avaliação futura. “Vou esperar por um estudo técnico que está sendo contratado. Vamos explorar todo o litoral cearense para encontrar uma localização para instalar esse equipamento, que é muito importante na geração de emprego e desenvolvimento. A indústria naval vai crescer muito no Brasil e os estados querem participar dela", disse Machado, que é cearense.

O presidente da Transpetro também informou que até o próximo dia 30 vai receber as propostas de empresas interessadas na construção de 80 barcaças e 20 navios empurradores para operar na Hidrovia do Rio Tietê. As embarcações vão atuar no transporte de derivados de petróleo e álcool combustível. Os recursos virão do Programa de Modernização e Expansão da Frota (Promef).

"Nós necessitamos diversificar a matriz de transportes no Brasil. E temos muitas oportunidades hidroviárias, com 40 mil quilômetros de rios navegáveis. O custo da hidrovia é muito mais barato do que o rodoviário", comparou Machado. Segundo ele, cada comboio de barcaças tem capacidade para transportar 7 milhões de litros de combustível, substituindo 86 vagões de trem ou 180 carretas.

"Economiza cinco vezes mais combustível, polui três vezes menos e custa duas vezes menos. Essas barcaças vão economizar 40 mil viagens de caminhão", afirmou o presidente da Transpetro, que previu para 2012 o início das operações na hidrovia.