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Itália tem novo ministro da Economia, mas problemas continuam

Gabinete precisa cortar gastos sem comprometer o crescimento do país. Nesta segunda, outro ministro renunciou ao cargo

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Da Redação

Publicado em 9 de outubro de 2008 às 11h05.

O primeiro-ministro da Itália, Silvio Berlusconi, nomeou Domenico Siniscalco como novo ministro da Economia, em substituição a Giulio Tremonti, que renunciou no início de julho. A indicação, porém, não resolve o principal problema de Berlusconi: encontrar meios de reduzir o déficit orçamentário do país sem comprometer o aumento das receitas e o aquecimento econômico que começa a ser notado.

Segundo o jornal americano The Wall Street Journal, a indicação de Siniscalco serviu para restaurar parte da confiança no gabinete de Berlusconi, após uma parcela de sua base de apoio rebelar-s contra a condução da política econômica e forçar a renúncia de Tremonti.

Mas o principal desafio da Itália é reduzir o déficit do orçamento, que poderá superar 4% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2005, se nada for feito. Caso isso aconteça, o país poderá sofrer sanções da União Européia, que estabelece que o déficit dos países-membros não pode exceder a 3% de seu orçamento. Siniscalco precisará cortar os gastos públicos sem comprometer a expectativa de crescimento do PIB de 1% a 1,3% para este ano e de 2% em 2005. No ano passado, a Itália cresceu apenas 0,3%.

No início de julho, o governo conseguiu aprovar uma lei de emergência, cortando 5,5 bilhões de euros do orçamento deste ano e elevando e elevando a receita em 2 bilhões de euros. Com as medidas, a Itália pôde reduzir seu déficit para o teto estabelecido pela União Européia.

Nova renúncia

Não bastasse a crise na pasta da Economia, Berlusconi agora precisa também se preocupar com outra baixa. Nesta segunda-feira (19/7), o ministro das Reformas, Umberto Bossi, renunciou. O motivo imediato é o estado de saúde de Bossi, que está hospitalizado e se recupera de problemas cardíacos. Em março, ele já havia sofrido um ataque do coração.

Devido à instabilidade na base de sustentação de Berlusconi, a renúncia motivou a reunião de outros ministros da Liga do Norte, partido de Bossi, para afirmar que não pretendem deixar o governo, apesar da insatisfação com o desempenho do primeiro-ministro. A Liga do Norte queixa-se da lentidão das reformas prometidas por Berlusconi em sua campanha de 2001. O principal interesse do partido é a redução do poder do governo central, a fim de aumentar o peso dos governos regionais nas áreas de educação e saúde, por exemplo.

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