Economia

Haddad fala em 'ritmo mais intenso' na agenda de corte de gastos do governo

Segundo Haddad, o governo vai fazer uma "revisão ampla, geral e irrestrita" das propostas para reduzir despesas

Haddad e Tebet  (EDU ANDRADE/Ascom/MF/Flickr)

Haddad e Tebet (EDU ANDRADE/Ascom/MF/Flickr)

Publicado em 13 de junho de 2024 às 14h38.

Última atualização em 13 de junho de 2024 às 15h05.

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, disse nesta quinta-feira, 13, que o governo vai manter um ritmo mais intenso sobre a agenda de cortes de gastos, fazendo uma revisão ampla de despesas.

"Começamos a discutir 2025, a agenda de gastos. Nós vamos manter um ritmo mais intenso de trabalho neste mês, porque em julho começa a ser montada a peça orçamentária, e em agosto a peça é encaminhada ao Congresso Nacional", disse Haddad, ao lado da ministra do Planejamento, Simone Tebet.

Haddad disse será feita uma "revisão ampla, geral e irrestrita" das propostas para reduzir despesas. O ministro disse ainda que o Congresso está disposto a lançar essa agenda de revisão de gastos.

"Estamos fazendo uma revisão ampla, geral e irrestrita do que pode ser feito para acomodar as várias pretensões legítimas do Congresso e do Executivo, mas sobretudo para garantir que tenhamos tranquilidade no ano que vem", acrescentou.

O Executivo tem até o dia 31 de agosto de cada ano para apresentar ao Congresso a proposta orçamentária para o ano seguinte. A meta definida pela Fazenda para 2025 é de déficit zero.

"Gasto primário tem que ser revisto, gasto tributário tem que ser revisto e gasto financeiro do Banco Central, também. Quanto mais esses três gastos estiverem caindo, melhor para o país", disse o chefe da Fazenda.

Após a declaração de Haddad, o dólar, que havia alcançado o maior patamar em 17 meses na véspera, recuou para R$ 5,36.

A ministra do Planejamento, Simone Tebet, endossou a fala de Haddad ao pontuar que o trabalho sobre a revisão de despesas está sendo intensificado, seja pela ótica da qualidade dos gastos públicos ou pela ótica de corte de despesas.

"Quando estamos falando de revisão de gastos tributários, seja pela ótica da qualidade, seja pela ótica do corte de gastos, estamos trabalhando para um futuro que está chegando que é o ano de 2025. Alguma coisa vamos precisar colocar na Lei Orçamentária ou não. Tudo está sendo discutido, e a LOA vocês sabem que está aí", disse Tebet.

A declaração do ministro aconteceu após derrotas do governo no Congresso, incluindo a devolução da medida provisória (MP) que limitava a compensação de crédito do PIS/Cofins para a manutenção da política de desoneração da folha de empresas e municípios até 2027, e as incertezas do mercado sobre a agenda de equilíbrio das contas públicas do governo, após o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmar que não consegue "falar de economia sem colocar a questão social na ordem do dia" e associar o equilíbrio fiscal com o aumento da arrecadação e a queda da taxa de juros — sem mencionar um controle de gastos — , o que levou o Ibovespa para a mínima do ano.

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