Governo vê aprovação de reforma em julho com mais de 330 votos

São necessários ao menos 308 de 513 deputados para a reforma passar. Mapeamentos feitos paralelamente têm sido mais conservadores

Com a expectativa de aprovar a reforma da Previdência ainda em julho, governistas dizem ter os votos necessários para finalmente mudar o regime de pensões no Brasil. Numa onda que mistura otimismo e contagem de votos, o chefe da Casa Civil do presidente Jair Bolsonaro, Onyx Lorenzoni, garante ter mais de 330 votos, o que levaria a uma vitória expressiva do governo na Câmara.

“Hoje com o atual texto do relator é possível mais de 330”, disse à Bloomberg por mensagem de texto.

São necessários ao menos 308 de 513 deputados para a reforma passar. Mapeamentos feitos paralelamente têm sido mais conservadores. Levantamentos feitos por jornais locais estimam entre 318 a 325 votos, o que de qualquer forma garantiria a aprovação.

As nuances nestes números refletem inexperiência em fazer essa contagem, dado que parlamentares ligados a Bolsonaro são, na maioria, novatos. Além disso, pesa o fato de que quase 50% dos deputados são de primeiro mandato, sem histórico de votações na Câmara sobre o regime previdenciário.

Para o governo e para o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), um dos maiores defensores da reforma da Previdência, abriu-se uma janela de oportunidade para aprovar o novo regime nas próximas três semanas.

“Temos expectativa de votar até quinta-feira o relatório na comissão. Assim, o projeto fica pronto para ser votado em plenário na primeira ou segunda semana de julho”, disse Maia nesta segunda-feira.

Antes de ser levado ao plenário, o texto precisa ainda ser aprovado pela Comissão Especial, formada por 49 deputados. Neste colegiado, a aprovação é mais simples, precisando apenas de 25 apoios.

Bolsonaro tem demonstrado confiança na aprovação da reforma desde fevereiro, quando encaminhou o projeto ao Congresso. Neste fim de semana, o presidente disse que a Previdência virou “palavra mágica” e que os investidores estão só esperando a aprovação da matéria para voltar a aplicar no Brasil, segundo jornais locais.

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