Empresas buscaram menos crédito em outubro, diz Serasa

No período, o indicador caiu 0,7%

São Paulo - O apetite das empresas por crédito minguou no mês passado. É o que mostra o Indicador Serasa Experian de Demanda das Empresas por Crédito de outubro em relação ao mês anterior. No período, o indicador caiu 0,7%.

A falta de interesse dos empresários é creditada a alguns fatores pelos economistas da Serasa Experian. Um deles é a incerteza gerada com as eleições no mês passado.

Na comparação com outubro de 2013, a demanda das empresas cresceu 12,6%. No acumulado de 12 meses, a expansão foi de 5,2%.

Na comparação de outubro com setembro, a baixa procura atingiu todos os portes empresariais, mas especialmente as micro e pequenas, que registraram uma retração de 0,7% em relação ao mês anterior.

Nas médias empresas a queda foi um pouco menor, de 0,6% frente a setembro/14. Já nas grandes empresas, a demanda por crédito ficou praticamente estável em outubro, acusando variação de -0,1% ante setembro.

No acumulado de janeiro a outubro de 2014, as grandes empresas lideraram a alta da demanda empresarial por crédito com expansão de 6,5% frente o mesmo período do ano passado.

Nas micro e pequenas empresas o crescimento neste mesmo período foi de 5,7% ao passo que nas médias empresas houve recuo de 3,6% na procura por crédito no acumulado de janeiro a outubro de 2014.

Segundo a Serasa Experian, houve uma pequena expansão (0,2%) na procura por financiamento por parte das prestadoras de serviços em outubro perante setembro.

Na mesma base de comparação, tanto as empresas comerciais quanto industriais reduziram a demanda por crédito em 1,3% e 1,6%, respectivamente.

Em períodos mais longos, o comportamento dos setores comercial e industrial é positivo. Entre janeiro e outubro de 2014, a demanda da indústria cresceu 6,7% na comparação com o mesmo período do ano passado.

No comércio o crescimento foi de 2,8%. O setor de serviços foi o que teve a maior expansão, com um aumento de 7,4%.

Observando a evolução do apetite por crédito nas regiões brasileiras, nota-se que o Centro-Oeste e o Norte continuam buscando formas de se financiar.

No Centro-Oeste, cresceu 8% em relação a setembro. No Norte, 0,3%. Já no Sudeste, houve queda de 0,7%. As maiores retrações ocorreram no Nordeste (-1,6%) e no Sul (-3,6%).

Na comparação dos de janeiro a outubro de 2014 com o mesmo período do ano passado, todas as regiões mostram um aumento na demanda.

As regiões Centro-Oeste e Norte registram os maiores avanços, com altas de 10,6% e de 10,3%, respectivamente. No Nordeste, foi de 7,1%. Nas regiões Sul e Sudeste, as altas foram bem menores, de 3,7% e de 3%, respectivamente.

O indicador reflete basicamente o número de consultas de instituições do sistema financeiro ou empresas não financeiras à base de dados da Serasa que contempla 1,2 milhão de CNPJs.

No levantamento, não há uma indicação sobre para qual tipo de crédito - para investimento, capital de giro, etc. - e com quais prazos as companhias estão se candidatando.

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