Economia

Convênio entre Brasil e Uruguai vai simplificar comércio

Novo sistema também poderá ser utilizado para o pagamento de aposentadorias e pensões, além de remessas de pequeno valor


	Acordo: mecanismo deve aumentar o acesso dos pequenos e médios agentes, aprofundar o mercado do real e do peso uruguaio e reduzir custos de transação
 (Robyn Beck/AFP)

Acordo: mecanismo deve aumentar o acesso dos pequenos e médios agentes, aprofundar o mercado do real e do peso uruguaio e reduzir custos de transação (Robyn Beck/AFP)

DR

Da Redação

Publicado em 3 de novembro de 2014 às 14h25.

Brasília - O Brasil e o Uruguai assinaram convênio que permitirá aos exportadores e importadores dos dois países realizar e receber pagamentos nas suas próprias moedas, dispensando o contrato de câmbio.

O novo sistema também poderá ser utilizado para o pagamento de aposentadorias e pensões, além de remessas de pequeno valor.

O mecanismo estará disponível a partir de 1° de dezembro e a utilização será opcional. O acordo, divulgado no domingo (3) pelo Banco Central (BC), foi firmado pelos presidentes dos bancos centrais do Uruguai (BCU) e do Brasil, Alberto Graña e Alexandre Tombini, durante reunião de presidentes de bancos centrais da América do Sul, realizada na sexta-feira (31) em Lima, no Peru.

Segundo nota do BC brasileiro, o mecanismo vai aumentar o acesso dos pequenos e médios agentes, aprofundar o mercado do real e do peso uruguaio e reduzir custos de transação.

O BC destacou que o convênio apresenta semelhança com sistema em operação com a Argentina.

O BCU também divulgou comunicado, informando que o sistema implicará em mudança dos padrões de comunicação, motivo pelo qual a entidade trabalha para que entre em funcionamento o software que será utilizado.

Segundo a autoridade monetária uruguaia, o convênio vai “minimizar prazos para o processamento de operações, facilitar a inclusão financeira de pessoas físicas, pequenas e médias empresas e melhorar a qualidade para as que já participam dessas operações”.

Acompanhe tudo sobre:América LatinaMercado financeiroImportaçõesComércio exteriorExportaçõesBanco CentralUruguai

Mais de Economia

Último corte da Selic? Bancos revisam projeções e veem juros mais altos no fim do ano

Oriente Médio perderá US$ 4,3 bilhões em 2026 no setor aéreo, prevê Iata

Aéreas vão gastar US$ 100 bi a mais com combustível e lucro cai pela metade, diz Iata

Corte de voos segue em análise, especialmente em rotas no interior, diz CEO da Azul