Economia

Com Reforma Tributária, 43% das empresas de mobilidade esperam reduzir custos

Pesquisa da Edenred Mobilidade com mais de 90 empresas do setor mostra que mercado vê potencial de ganho de eficiência, mas ainda convive com incertezas sobre os impactos da nova tributação

Reforma tributária: 67% apontaram a necessidade de acesso a informações mais claras sobre as mudanças tributárias (Suphakant/Shutterstock)

Reforma tributária: 67% apontaram a necessidade de acesso a informações mais claras sobre as mudanças tributárias (Suphakant/Shutterstock)

André Martins
André Martins

Repórter de Brasil e Economia

Publicado em 5 de julho de 2026 às 08h00.

Última atualização em 27 de julho de 2026 às 12h44.

A expectativa de redução de custos operacionais com a Reforma Tributária supera a de aumento entre as empresas brasileiras do setor de mobilidade, segundo levantamento da Edenred Mobilidade.

A pesquisa mostra que 43% das companhias entrevistadas esperam ganhos de eficiência financeira com as mudanças no sistema tributário, enquanto 22% projetam aumento de custos. Outros 12% acreditam que a reforma não deve provocar mudanças relevantes em suas operações e 24% afirmam ainda não saber quais serão os impactos.

O estudo, realizado com representantes de mais de 90 empresas de mobilidade, também indica que as expectativas de redução de custos tendem a ser moderadas. Entre as empresas que esperam ganhos de eficiência, 49% projetam redução de até 5% nos custos operacionais, enquanto 36% estimam economia entre 5% e 15% e 15% acreditam em redução superior a 15%.

Já entre as empresas que preveem aumento de custos, a percepção é de um impacto principalmente intermediário. Seis em cada dez entrevistados desse grupo esperam elevação entre 5% e 15% nos custos, enquanto 20% estimam aumento de até 5% e outros 20% projetam alta superior a 15%.

Além dos efeitos financeiros, a pesquisa mostra que a adaptação operacional aparece como uma das principais preocupações das empresas diante da implementação da Reforma Tributária. A prioridade mais citada para enfrentar a transição foi o investimento em automação de processos, mencionado por 80% dos respondentes.

Em seguida, 67% apontaram a necessidade de acesso a informações mais claras sobre as mudanças tributárias. Já fatores ligados à implementação tiveram menor peso na pesquisa: 33% citaram a disponibilidade de equipes para conduzir a adaptação e 24% destacaram a necessidade de orçamento para implantação de novos processos.

Reforma exige adaptação tecnológica

Segundo Vinicios Fernandes, diretor de Unidades de Negócio da Edenred Mobilidade, a nova estrutura tributária deve ampliar a necessidade de ferramentas digitais para gestão logística e fiscal.

"Para manter competitividade e boas margens de lucro, quem faz gestão de frotas, abastecimento e de custos logísticos precisa implementar ferramentas tecnológicas e automação", afirma.

De acordo com o executivo, a exigência de maior rastreabilidade na emissão de documentos fiscais tende a aumentar a importância da integração de dados nas operações.

"As empresas mais preparadas serão aquelas que conseguirem transformar dados operacionais em inteligência de gestão, com processos conectados, automatizados e maior capacidade de tomada de decisão", diz.

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