• AALR3 R$ 20,07 -0.64
  • AAPL34 R$ 68,92 3.20
  • ABCB4 R$ 16,74 0.30
  • ABEV3 R$ 14,10 0.57
  • AERI3 R$ 3,85 5.77
  • AESB3 R$ 10,95 2.34
  • AGRO3 R$ 30,96 0.72
  • ALPA4 R$ 20,80 1.66
  • ALSO3 R$ 19,47 2.42
  • ALUP11 R$ 27,24 1.64
  • AMAR3 R$ 2,48 2.90
  • AMBP3 R$ 31,15 3.66
  • AMER3 R$ 24,11 2.73
  • AMZO34 R$ 66,30 -0.51
  • ANIM3 R$ 5,55 1.83
  • ARZZ3 R$ 79,40 -2.41
  • ASAI3 R$ 16,00 0.25
  • AZUL4 R$ 21,94 3.98
  • B3SA3 R$ 12,15 0.91
  • BBAS3 R$ 38,56 4.22
  • AALR3 R$ 20,07 -0.64
  • AAPL34 R$ 68,92 3.20
  • ABCB4 R$ 16,74 0.30
  • ABEV3 R$ 14,10 0.57
  • AERI3 R$ 3,85 5.77
  • AESB3 R$ 10,95 2.34
  • AGRO3 R$ 30,96 0.72
  • ALPA4 R$ 20,80 1.66
  • ALSO3 R$ 19,47 2.42
  • ALUP11 R$ 27,24 1.64
  • AMAR3 R$ 2,48 2.90
  • AMBP3 R$ 31,15 3.66
  • AMER3 R$ 24,11 2.73
  • AMZO34 R$ 66,30 -0.51
  • ANIM3 R$ 5,55 1.83
  • ARZZ3 R$ 79,40 -2.41
  • ASAI3 R$ 16,00 0.25
  • AZUL4 R$ 21,94 3.98
  • B3SA3 R$ 12,15 0.91
  • BBAS3 R$ 38,56 4.22
Abra sua conta no BTG

Com hiperinflação, pobreza na Venezuela escala a 87%, diz estudo

A Venezuela teve, em 2017, inflação de 2.600%, segundo o Parlamento, de maioria opositora, enquanto o FMI projeta em 13.000% para 2018
Venezuela: "Após quatro anos ininterruptos de crises, a deterioração foi monumental", destacou a socióloga (Reuters/Carlos Garcia Rawlins)
Venezuela: "Após quatro anos ininterruptos de crises, a deterioração foi monumental", destacou a socióloga (Reuters/Carlos Garcia Rawlins)
Por AFPPublicado em 21/02/2018 21:15 | Última atualização em 21/02/2018 21:15Tempo de Leitura: 2 min de leitura

A pobreza na Venezuela chegou a 87% da população em 2017, graças a hiperinflação que pulverizou a renda, segundo um estudo das principais universidades do país e de várias ONGs divulgado nesta quarta-feira (21).

A pobreza ficou em 25,8% e a pobreza extrema em 61,2% - frente a 30,3% e 51,5% de um ano antes, respectivamente - indicou a Pesquisa sobre Condições de Vida na Venezuela (Encovi).

"A maioria dos venezuelanos ficam abaixo de uma linha de pobreza, porque os salários não podem alcançar a velocidade da inflação", explicou a socióloga María Ponce ao apresentar os resultados.

Em seu relatório mais recente, de 2016, o governo do presidente Nicolás Maduro situava a pobreza em 18,1% e a pobreza extrema em 4,4%.

A Venezuela teve, em 2017, inflação de 2.600%, segundo o Parlamento, de maioria opositora, enquanto o Fundo Monetário Internacional (FMI) projeta em 13.000% para 2018.

A pesquisa, realizada entre julho e setembro em 6.188 lares, revelou que 56,2% caíram, recentemente, para a pobreza, enquanto 30,4% se encontram em "pobreza crônica", o que "implica a pulverização da classe média em termos econômicos", disse Ponce.

"Após quatro anos ininterruptos de crises, a deterioração foi monumental", destacou a socióloga ao indicar que, entre 2014 e 2017, a pobreza escalou de 48,4% a 87%.

O salário mínimo de 797.510 bolívares hoje compra pouco mais de dois quilos de carne.

A perda do poder aquisitivo implica que 8,2 milhões de venezuelanos - de uma população de 30 milhões - tenham duas, ou menos, refeições ao dia", apontou Marianella Herrera, da Universidade Central da Venezuela (UCV, pública).

"Nova de cada dez venezuelanos não podem pagar sua alimentação diária" e 60% "perderam 11 quilos (do peso) no último ano por fome", submetidos a uma dieta onde prevalecem mandioca, arroz e farinha, acrescentou Herrera.

Maduro, que almeja a reeleição no pleito de 22 de abril, atribui a crise a uma "guerra econômica" para derrubá-lo. Há quase dois anos ele criou um plano de distribuição de alimentos subsidiados, que, segundo disse, beneficia 6 milhões de famílias.

Ele também criou o "carnê da pátria", cartão de crédito para acessar programas que sociais que teria 16 milhões de inscritos.

Segundo a Encovi, essas iniciativas praticamente desapareceram para se concentrar no programa alimentar, que beneficia 12,6 milhões de pessoas, embora a entrega de produtos seja irregular.