Economia

Brasil cria entreposto nos Emirados para exportar móveis

O Brasil terá em 60 dias acesso livre ao entreposto comercial de Gebel Ali, em Dubai (Emirados Árabes), para vender móveis aos mercados árabe e asiático. O espaço -que funciona como uma espécie de zona franca de Manaus- possibilitará que os empresários brasileiros que exportam para aquela região tenham uma base exportadora com estrutura para […]

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Da Redação

Publicado em 9 de outubro de 2008 às 10h39.

O Brasil terá em 60 dias acesso livre ao entreposto comercial de Gebel Ali, em Dubai (Emirados Árabes), para vender móveis aos mercados árabe e asiático. O espaço -que funciona como uma espécie de zona franca de Manaus- possibilitará que os empresários brasileiros que exportam para aquela região tenham uma base exportadora com estrutura para desmontar móveis e fazer manutenção das peças já exportadas. "Isso vai reduzir muito os custos de logística e consolidar nossas marcas no mercado internacional", disse o gerente de projetos da Agência de Promoção de Exportações (Apex), Rogério Bellini.

Atualmente, o setor brasileiro de móveis gasta cerca de US$ 2.000 para transportar por 45 dias um container ao mercado árabe, enquanto os chineses -considerados os mais competitivos internacionalmente no segmento- gastam aproximadamente US$ 1.000 para encaminhar num prazo máximo de até uma semana, ao mesmo mercado, um container semelhante.

Segundo dados da Apex, o setor já exportou este ano mais US$ 1,6 milhão para os Emirados Árabes. "Crescer 10% no mercado árabe é infinitamente mais fácil que crescer 10% no mercado americano", disse Bellini, que vê em Dubai uma porta de entrada para os móveis brasileiros. "O mercado árabe é estratégico. Enquanto lá o mercado cresce 4% ano, no resto do mundo o mercado de móveis cresce apenas 1%", disse.

A expectativa do segmento é que no próximo ano, os negócios fechados recentemente na Index -feira do mercado árabe especializada em móveis- gerem mais de US$ 4,5 milhões. "Ao contrário dos brasileiros, os árabes compram móveis todos os anos. É cultural", disse Bellini.

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