Economia

Arrecadação federal fecha 2025 em R$ 2,88 tri, melhor resultado desde 2000

O crescimento real da arrecadação no último ano foi de 3,75%

André Martins
André Martins

Repórter de Brasil e Economia

Publicado em 22 de janeiro de 2026 às 11h03.

Última atualização em 22 de janeiro de 2026 às 11h07.

A arrecadação do governo federal registrou crescimento real (após descontada a inflação) de 3,75% em 2025 na comparação com 2024, e chegou a R$ 2,88 trilhões, informou a Receita Federal nesta quinta-feira, 22.

O resultado é o melhor desempenho arrecadatório para um ano.

Segundo a Receita, o resultado do ano foi influenciado pelo crescimento da arrecadação previdência, que somou R$ 737,75 bilhões no ano, com crescimento real de 3,27% em relação a 2024.

O aumento da massa salarial de 5,57%, que ampliou a base incidência da contribuição sobre a folha, foi um dos responsáveis.

Além da expansão da massa salarial, o fisco destaca o aumento de 14,37% nas compensações tributárias e a reoneração gradual da contribuição patronal de municípios, conforme previsto na Lei nº 14.973/24, que entrou em vigor em janeiro de 2025.

No caso de PIS/Pasep e Cofins, a arrecadação conjunta alcançou R$ 581,95 bilhões, com alta real de 3,03%.

O desempenho se deu apesar da queda de 0,16% nas vendas do varejo, influenciado pelo avanço de 2,72% no volume de serviços (PMS-IBGE) e pelo desempenho positivo das empresas, inclusive importadoras e instituições financeiras.

Já o IOF registrou R$ 86,48 bilhões em arrecadação, com crescimento real de 20,54%.

O aumento está relacionado à elevação nas operações com crédito a pessoas jurídicas, saída de moeda estrangeira e investimentos em títulos, impulsionado por mudanças normativas introduzidas pelo Decreto nº 12.499/2025.

Resultado de dezembro avanço de 7,46%

No mês de dezembro, a arrecadação cresceu 7,46% em relação a dezembro de 2024 e chegou a R$ 292 bilhões. O resultado para o mês é o melhor desde 2000.

No período, a receita previdenciária subiu 4,45%, chegando a R$ 93 bilhões. O IRFF-Capital apresentou uma arrecadação de R$ 32 bilhões, com crescimento real de 22,7%.

O desempenho foi justificado pelos aumentos nominais de 32,88% na arrecadação do item “Fundos de Renda Fixa” e de 35,58% na arrecadação do item “Aplicação de Renda Fixa (PF e PJ)”.

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