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Úrsula Iguarán é a matriarca que desafia a morte e passa pelas sete gerações da família Buendía no perene “Cem Anos de Solidão”. De certa forma, seu autor, Gabriel García Márquez, é alguém que também sempre está presente, um espírito permanente como referência literária.

Agora, dez anos após sua morte, o escritor colombiano surge novamente no universo literário com o romance póstumo “Em Agosto nos Vemos” (editora Record, com tradução de Eric Nepomuceno) que está em pré-venda e chega nesta semana às livrarias brasileiras.

O último romance de Márquez havia sido “Memórias de Minhas Putas Tristes”, escrito em 2004 e publicado no Brasil em 2005. Márquez faleceu em abril de 2014. Segundo o jornal El País, a ideia era publicar o livro como partes independentes, que poderiam ser lidos como contos.

Em nota, os filhos de Márquez, Rodrigo e Gonzalo, afirmaram que "lendo-o novamente quase dez anos depois de sua morte, descobrimos que o texto tinha muitos méritos e muito agradáveis também".

Segundo eles, “o que sobressai na obra de Gabo é sua capacidade de criação, a poesia da linguagem, a narrativa cativante, seu entendimento do ser humano e seu carinho por suas experiências e suas desventuras, principalmente no amor, possivelmente o tema principal de toda sua obra".

Capa do Livro

Capa do Livro "Em Agsto nos Vemos": em pré-venda (Amazon/Reprodução)

Sexo e desejo como temas da obra

O livro gira em torno de uma mulher na casa dos 50 anos, Ana Magdalena Bach. Todo mês de agosto ela cumpre o mesmo ritual: pega uma barca para uma ilha na costa colombiana para colocar um ramo de flores no túmulo de sua mãe. Se hospeda sempre no mesmo, hotel, come sempre o mesmo sanduíche de presunto e queijo.

Certa vez, um homem a convida para um drinque. Sem amarras conjugais, esquecendo momentaneamente marido e filhos, ela o leva para seu quarto. Depois dessa experiência, a rotineira viagem em agosto ganha um novo significado para ela, a oportunidade de dormir com diferentes amantes.

Trata-se do retrato de uma mulher que descobre seus desejos e se aprofunda em seus medos, um livro escrito no estilo do escritor colombiano, adepto do realismo mágico criado por Jorge Luis Borges.

O lançamento levantou discussões a respeito de lançamentos póstumos, da qualidade literária de uma obra não publicada em vida e do possível senso de oportunismo. Vale lembrar outros livros póstumos de importância inquestionável.

Para ficar em um exemplo relativamente recente, “2666”, do argentino Roberto Bolaño, recebeu o prêmio de melhor livro da National Book Critics Circle Awards, dos Estados Unidos, e foi apontado como o melhor livro de 2008 pela revista Time. Não se sabe de “Em Agosto nos Vemos” ganhará distinções parecidas. Mas ao menos um bom romance de Gabo pode-se esperar.

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