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Muito além de Mbappé e Zidane: França quer resgatar ligas de futebol

Dentro do país, o futebol movimenta em média 7,5 bilhões de euros direta e indiretamente todos os anos. As ligas esportivas também cobram incentivos do governo

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Futebol francês: as ligas pedem incentivos do governo depois do desgaste da pandemia. (PASCAL GUYOT/Getty Images)

Futebol francês: as ligas pedem incentivos do governo depois do desgaste da pandemia. (PASCAL GUYOT/Getty Images)

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Ania Nussbaum, David Hellier e Helene Fouquet - Bloomberg

Publicado em 27 de janeiro de 2021 às, 11h09.

Última atualização em 27 de janeiro de 2021 às, 11h30.

O governo francês está procurando maneiras de resgatar sua indústria nacional de futebol, atingida pela pandemia e pelo colapso de um importante acordo de transmissão.

O governo do Presidente Emmanuel Macron está considerando o uso de instrumentos conhecidos como “equity loans“, empréstimos que não precisam ser reembolsados imediatamente e podem ainda contar como capital para reparar os balanços das empresas, disseram pessoas familiarizadas com o assunto. O Ministro da Educação e Esportes, Jean-Michel Blanquer, descartou uma distribuição direta de recursos..

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A longo prazo, outras ferramentas incluem reprimir o streaming ilegal de jogos e revisar os salários dos jogadores, que representam mais da metade dos orçamentos dos clubes, disseram as fontes. As pessoas não indicaram o tamanho do apoio governamental, mas um sindicato que representa a Liga de Futebol Profissional da França - que se estende por duas divisões profissionais - pediu medidas no valor de cerca de 300 milhões de euros (US$ 360 milhões), incluindo cortes de impostos. Um porta-voz do Ministério das Finanças francês não quis comentar.

O futebol contribui com cerca de 7,5 bilhões de euros, direta e indiretamente, para a economia a cada ano, de acordo com Ernst & Young. As perdas já estavam aumentando para muitos clubes antes mesmo da pandemia do coronavírus forçar o fechamento dos estádios em março. O golpe de misericórdia, porém, veio após o colapso de um acordo de transmissão de 1,1 bilhão de euros por ano entre a Liga e a espanhol Mediapro.

Mal sinal

Alguns clubes esperam que o governo tente incentivar o maior número possível de emissoras a licitar os direitos.

“O presidente Macron, sendo um fã de futebol, vai entender que isso seria um sinal ruim de ser o único país a não ter futebol na TV”, disse Gauthier Ganaye, Presidente da AS Nancy, um clube da Liga 2, de propriedade do Pacific Media Group.

Ao descartar um resgate, Blanquer, o ministro dos esportes, sugeriu que o governo não gostaria de dar um cheque em branco à Liga e criticou os executivos por não obterem garantias financeiras como parte de seu acordo com a Mediapro.

Na verdade, a ótica de distribuir ajuda estatal para financiar os salários milionários de estrelas do esporte é complicada, na melhor das hipóteses. A dificuldade é exacerbado pelas dúvidas em torno da gestão financeira da Liga.

“Jogar dinheiro no futebol não vai ajudar, a menos que seja acompanhado por uma reforma genuína”, disse o analista do Enders, François Godard. “Qualquer ajuda deve ser focada nas ligas inferiores e no desenvolvimento da juventude.”

Foi no início deste mês que a Liga de Futebol Profissional da França e a Mediapro concordaram em rescindir seu contrato de direitos de TV, que será devolvido e revendido.

--Com a colaboração de Rodrigo Orihuela.

 

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