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A data exata ainda não foi cravada, mas até antes do Natal, a Bvlgari irá abrir as portas de sua maior loja na América Latina. O ponto escolhido foi o shopping Cidade Jardim, em São Paulo. Em visita à cidade, Elodie Thellier, presidente da Bvlgari para a América Latina e Caribe conversou com Casual Exame durante o trajeto entre um ensaio fotográfico e uma reunião. Com a ajuda do trânsito paulistano, a executiva trouxe detalhes sobre o bom momento da marca italiana no Brasil.

O mercado de luxo está em alta no mundo todo, e em uma nova fase no Brasil, com mais consumidores comprando localmente, expansão das operações, chegada de novas marcas. Qual o momento da marca no Brasil? A inauguração da flagship no Cidade Jardim, a maior loja da marca na América Latina, é um sinal da aposta da Bvlgari no Brasil?

Estamos no Brasil há 10 anos com operação própria com a primeira loja no JK Iguatemi. E nos desenvolvemos muito aqui desde então, mas os últimos três anos começamos a explorar mais o país com pop-up store no shopping Cidade Jardim, que foi um sucesso e agora teremos nossa flagship. Nós também começamos a nos aventurar um pouco em outros estados. Estamos entusiasmados e há muito mais a fazer. Portanto, estamos acelerando muito rapidamente nos próximos anos.

A inauguração da flagship é um sinal de compromisso da Bvlgari com o Brasil?

Sim, exatamente. Para nós o Brasil é uma prioridade máxima e acredito que o Brasil eventualmente será o maior mercado de luxo da América Latina. Hoje o Brasil está atrás apenas do México, então temos que investir muito no país e estamos fazendo isso abrindo lojas, aumentando a equipe, crescendo nossa comunicação, pois queremos estar presentes e visíveis. Portanto, é um grande compromisso continuar a investir e a desenvolver-se no país.

E acredita que o Brasil irá ultrapassar o México em quantos anos?

Difícil dizer, pois depende do que está acontecendo com os impostos locais, porque é claro que é um dos grandes motivos pelos quais as marcas de luxo não são tão desenvolvidas no país. Então, posso dizer que isso dependeria da política. Mas vejo um futuro muito brilhante para o país.

A pandemia fez com que muitos consumidores brasileiros passassem a consumir dentro do Brasil. Isso aconteceu com a Bvlgari? É um comportamento que deve permanecer?

Durante a pandemia o brasileiro começou a mudar um pouco a forma de consumir e hoje está consumindo muito mais localmente. Se olharmos antes da pandemia, a maioria dos brasileiros estava comprando Bvlgari no exterior, mas isso com toda a indústria. Mas a Bvlgari não foi exceção: a maior parte das compras da marca foram feitas fora do Brasil. Mas quando os brasileiros passaram a comprar localmente, descobriram que podemos oferecer um nível de serviço ainda maior. O atendimento do europeu ou americano pode não ser o mesmo que o brasileiro espera. Aqui os vendedores conhecem nossos clientes. Assim, os brasileiros descobriram que era bom consumir localmente e ainda ter os mesmos produtos e a mesma acessibilidade à marca. No caso da Bvlgari dobramos nossas vendas globalmente para o Brasil só por causa de todo o trabalho que fizemos no mercado. Não apenas retemos a maior parte das compras, pois elas ainda são feitas no Brasil e não fora, como também quadruplicamos nossas vendas localmente, mas globalmente as vendas para a nacionalidade dobraram.

O que difere o serviço de atendimento que atraiu tanto os brasileiros a comprarem aqui?

Quando você vai na loja aqui no Brasil, as pessoas te reconhecem e são muito próximas. O brasileiro valoriza isso, e esta proximidade não acontece na Europa, é uma relação mais distante. Talvez eles também não falem a sua língua e também há um ponto muito simples, você pode usar o parcelamento no cartão de crédito aqui.

Falando sobre os produtos e linhas, há uma diferença no que os consumidores procuram nos diferentes continentes e países?

Acho que isto se trata de gosto pessoal. Quero dizer, você pode ter uma preferência por certas cores de ouro. Digamos ouro rosa versus ouro amarelo, mas aí acho que é mesmo uma questão de gosto. Acho que podem ser algumas preferências gerais, mas no geral vendemos a maioria de nossas peças icônicas em todo o mundo da mesma forma para um brasileiro e para um asiático. O que há são algumas preferências locais. Mas acho que é uma maneira mais pessoal de fazer compras.

Você diria que há uma diferença entre os consumidores?

Não muito. Nosso ícone global é a Serpenti, talvez haja divisão em alguns mercados, mas no geral, nossos ícones são pilares fortes em todos os lugares. Olhando para o segmento de relógios, por exemplo, a Serpenti Tubogas é extremamente popular aqui e na maioria dos países. Então não acho que haja muita diferença. Concordo com você que algumas marcas estão se popularizando muito em alguns modelos que atendem apenas a um mercado e o restante dos mercados tem que ter um modelo diferente principalmente na categoria de relógios.

A Serpenti acaba de completar 75 anos. Qual é a principal estratégia atualmente da Bvlgari olhando para a joalheria e a relojoaria?

A joalheria é de onde viemos, mas temos uma presença forte na indústria relojoeira. Trabalhei por 15 anos no segmento de relógios e posso dizer que fiquei muito impressionada com este mercado, mas na Bvlgari também temos nossa categoria de acessórios, então para nós tratamos mais dos ícones. Como mencionei, a Serpenti é a nossa linha mais vendida. Não há uma estratégia que precisamos para empurrar mais um produto do que outro.

As pessoas não compram necessariamente a mesma coisa. Muitas vezes os clientes vão à loja para buscar uma bolsa e acabam saindo também com uma joia. Ou o marido também sai com um relógio. Temos uma oferta que atende um público muito amplo em termos de preço, categoria, idade, gênero. Temos coleções como a b.zero1 que não tem gênero. Então você tem homens e mulheres comprando os mesmos ícones.

Esse é o perigo de ir a uma loja, certo?

Exatamente! Sempre há algo para combinar com outra peça! E então você começa comprando um conjunto, pega o colar, depois volta para pegar o anel e então a pulseira, sem falar nas opções de cores...

Mencionamos consumidores em diferentes países, mas dividindo por idade existe uma diferença entre esses grupos? O que a geração z procura?

As gerações mais novas muitas vezes procuram os ícones, eles apenas aspiram e querem ser reconhecidos com estas peças então compram ícones e, claro, estes produtos são o ponto de entrada deles na marca. Mas à medida que cresce o poder de compra, eles tendem a ir para outras categorias porque podem gastar mais então.

Como a Bvlgari atrai esses consumidores em termos de comunicação e posicionamento?

É fundamental hoje que as marcas de luxo pensem no futuro e concordem com esses públicos e clientes mais novos. Procuramos nos conectar com as pessoas certas que representam a marca independentemente da idade que tem. São pessoas muito autênticas e fiéis ao DNA e personalidade e valores da marca. Então não precisamos necessariamente de um jovem para falar com um público jovem, mas apenas de alguém que realmente se alinhe com o valor e a identidade da marca.

Somos ativos nas mídias sociais e devo dizer que os brasileiros são fanáticos nas redes. O brasileiro é uma das principais nacionalidades do mundo em nosso Instagram e Facebook. O Facebook fala para um público, e o Instagram para outro. No TikTok temos algumas ativações pontuais.

O que você diria que é único da Bvlgari pensando em qualidade de materiais, exclusividade e design?

Já estamos aqui há muito tempo. Vamos comemorar o aniversário de 140 anos no próximo ano e é muito importante para nós permanecermos realmente fiéis às nossas raízes italianas e à nossa herança. Mas, olhando para o futuro e nos certificando do que permanece relevante no mundo contemporâneo. Estamos sempre em busca do equilíbrio certo entre a nossa herança e a inovação.

Mas é claro, nosso modo de fazer artesanal é único e extremamente elevado. Então continuamos investindo nisso e encontrando os melhores materiais e qualidade das gemas.

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