Copa do Mundo do Catar terá cerveja a R$ 70 e metrô de classe executiva

Próxima edição do evento praticamente esgotou as hospedagens e pacotes sem voos custam mais de US$ 7 mil
 (Divulgação/Grammer)
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Por Gabriel AguiarPublicado em 01/04/2022 13:00 | Última atualização em 01/04/2022 13:36Tempo de Leitura: 3 min de leitura

É provável que a Copa do Mundo do Catar fique marcada pelos superlativos — fora as discussões em relação aos direitos dos trabalhadores de construção civil. Prova disso é que o país investiu cerca de US$ 45 bilhões para colocar de pé a cidade de Lusail e receber a partida final. Só que o evento também exigirá fôlego das carteiras dos espectadores, já que uma cerveja comum poderá custar até R$ 70 e pacotes (sem voos) para assistir aos jogos da seleção brasileira saem a US$ 7 mil.

“Vendemos ingressos de hospitalidade e serviços de turismo desde março de 2021. Já ultrapassamos nossa meta de vendas para o período e as opções que ainda temos são as cotas disponibilizadas pela organização diante da demanda. Como o sorteio de ingressos convencionais não contempla a todos, a concorrência internacional fica muito acirrada”, diz Thiago Abrahão, CEO do grupo Águia.

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Representante oficial das vendas de ingressos para a Copa do Mundo — por meio das agências Stella Barros e Top Service, além de a parceria com a CVC —, o grupo Águia já vendeu mais de US$ 15 milhões em pacotes para a próxima edição do evento, além de garantir entrada aos camarotes a cerca de 5 mil torcedores brasileiros. Na Rússia, o faturamento foi de US$ 19 milhões.

Cidade de Lusail foi construída para a Copa do Mundo (Lusail Real Estate/Divulgação)

Por ser um país pequeno, pouco maior do que a região metropolitana de São Paulo, o Catar sofre com limitação da oferta de hotelaria, também comprometida pelas 32 delegações e agentes da Fifa. Nas plataformas Booking.com e Trivago, já não há hospedagens disponíveis entre 17 de novembro e 20 de dezembro. Por isso, as poucas opções que restaram são luxuosas e estão vinculadas a pacotes, como é o caso da opção ainda oferecida pelo grupo Águia, sempre com hotéis cinco estrelas.

Na nação planejada para oferecer experiências luxuosas, até mesmo os vagões do metrô receberam poltronas inspiradas na classe executiva dos aviões. Só que esse propósito também cobra seu preço: é proibido fotografar áreas em construção, de acordo com o relato de viajantes que visitaram o país. Em meio às diferenças culturais com o ocidente, comprar bebidas alcoólicas e carne de porco é uma missão difícil (e cara), já que o acesso é limitado e é o próprio governo que faz a distribuição.

Restaurante Zengo tem administração brasileira, atendimento em português e vistas panorâmicas de Doha (Zengo/Divulgação)

Para os torcedores brasileiros que sentirem falta da hospitalidade que temos por aqui, uma opção é visitar o restaurante Zengo, que tem vistas privilegiadas desde o 61º andar do Kempinski Residences e administração do conterrâneo Rodrigo Cabral — que também é responsável pelas casas Toro Toro e Maya. Só não espere feijão e arroz por lá: a especialidade é gastronomia pan-asiática, como é o caso do Wagyu japonês oferecido pelo equivalente a R$ 380. E o atendimento é em português.

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