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Com retomada das vendas, Tiffany pode atrair outros compradores

Caso a LVMH consiga sair do acordo para comprar a joalheria americana, outras empresas podem demonstrar interesse

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LVMH desistiu da compra da joalheria (Alex Tai/Getty Images)

LVMH desistiu da compra da joalheria (Alex Tai/Getty Images)

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Kim Bhasin e Jordyn Holman, da Bloomberg

Publicado em 12 de setembro de 2020 às, 06h10.

A Tiffany & Co. pode ter ficado sozinha, mas isso não é necessariamente um problema.

Agora que o pior da crise enfrentada pela empresa em 2020 ficou para trás, a Tiffany avança mais uma vez em direção ao crescimento, tornando-se um alvo atraente para outros potenciais pretendentes caso a LVMH consiga sair do acordo para comprar a joalheria americana. Mas a Tiffany pode optar por seguir sozinha, se apoiando em um plano de recuperação que permitiu à empresa chegar até aqui sem um controlador ou parceiro.

“A Tiffany é uma empresa bastante sólida por conta própria, com níveis de dívida relativamente baixos e a possibilidade de enfrentar a crise e financiar seu crescimento”, disse Jelena Sokolova, analista da Morningstar. “É também um dos poucos nomes globais de joias de luxo estabelecidos.”

Embora a joalheria tenha passado por vários meses de vendas desanimadoras em meio à pandemia, o que a levou a entrar em modo de sobrevivência com lojas fechadas e compradores evitando gastos com itens de luxo, a empresa começa a ver sinais de recuperação. Em agosto, pouco antes de a LVMH declarar intenções de recuar, as vendas globais da Tiffany voltaram a crescer. Agora, a empresa espera ganhos maiores no quarto trimestre em relação ao ano passado, à medida que clientes realocam o dinheiro que normalmente gastariam em viagens e restaurantes.

Os mesmos pontos fortes que levaram a LVMH a oferecer US$ 16 bilhões pela compra da Tiffany antes da pandemia de coronavírus conservaram muito de seu brilho. A Tiffany se realinhou para atrair compradores mais jovens e investiu no e-commerce e na Ásia. Na última temporada de Natal, a unidade teve crescimento de dois dígitos na China continental e apontou a região como um grande motor de crescimento, mesmo com a desaceleração do turismo em outros lugares. No último trimestre, a Ásia foi novamente um ponto positivo para a joalheria.

“A força fundamental dos negócios da Tiffany é clara”, disse o CEO Alessandro Bogliolo em comunicado quando a empresa anunciou que iria processar a LVMH para conseguir fechar o negócio.

Sem o acordo, as operações da Tiffany provavelmente ficariam bem, mas o preço das ações poderia ser afetado. Um analista do Mizuho Financial estimou que as ações da Tiffany poderiam cair para US$ 89,32 sem o acordo com a LVMH, 27% abaixo do fechamento de terça-feira.

Com a colaboração de Joshua Fineman, Corinne Gretler e Angelina Rascouet.

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