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"Sou tradicionalista": ex-CEO do Google defende trabalho presencial

Eric Schmidt liderou o Google por uma década e defende, sem nostalgia, o trabalho no escritório

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“Passamos décadas tendo essas conversas com as pessoas próximas, uma discussão na mesa da cantina e indo para o café”, diz Schmidt. “Lembra de tudo isso? Isso estava tudo errado?” (Bloomberg/Bloomberg)

“Passamos décadas tendo essas conversas com as pessoas próximas, uma discussão na mesa da cantina e indo para o café”, diz Schmidt. “Lembra de tudo isso? Isso estava tudo errado?” (Bloomberg/Bloomberg)

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Allan Gavioli

Publicado em 12 de abril de 2022 às, 14h15.

Após mais de dois anos de trabalho remoto e vários adiamentos em um retorno ao escritório, a maioria dos funcionários do Google está voltando ao trabalho presencial pelo menos em meio período – e o ex-CEO da empresa de tecnologia, Eric Schmidt, não poderia estar mais feliz com isso.

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"É importante que essas pessoas estejam no escritório, na minha opinião", disse Schmidt, à rede americana CNBC, argumentando que, por décadas, o modelo de trabalho presencial provou ser eficaz. “Sou tradicionalista”.

Schmidt, que atuou como CEO do Google de 2001 a 2011, ajudou a transformar a então jovem startup do Vale do Silício na gigante de tecnologia global de quase 2 trilhões de dólares de hoje – e credita ao trabalho no escritório grande parte desse crescimento.

“Passamos décadas tendo essas conversas com as pessoas próximas, uma discussão na mesa da cantina e indo para o café”, diz Schmidt. “Lembra de tudo isso? Isso estava tudo errado?”

Schmidt diz que não é apenas uma questão de nostalgia: há aspectos práticos em trabalhar juntos pessoalmente.

Para exemplificar, o ex-CEO diz que conversas do dia a dia, mais informais, sobre os caminhos de cada profissão e carreira – que podem ser particularmente necessárias em empresas cheias de funcionários jovens – são muito mais difíceis de se ter virtualmente. Além da falta de espontaneidade de tratar desses assuntos em uma conversa digital.

Outro ponto fundamental para Schmidt é como que a vivência no escritório forma o profissionalismo do funcionário, seja conectando esse trabalhador à cultura da empresa, seja transformando sua própria noção do que é efetivamente o seu trabalho e suas obrigações.

Para Schmidt, o escritório torna-se, em outras palavras, um dos pilares mais importante na construção do profissionalismo de cada um.

Quando Schmidt começou no Google, por exemplo, a empresa tinha “muitos estudantes universitários que se comportavam como se o local de trabalho fosse como a faculdade”, conta.

“E eu costumava dizer a eles: ‘Isso não é faculdade. Isso é uma coisa profissional, você não pode fazer isso. E, ou, pode ser ilegal. Então, por favor, pare agora.'”

Funcionários mais jovens, particularmente aqueles entre 25 e 35 anos, também podem usar as configurações do escritório para desenvolver de forma mais eficaz seus estilos de gestão, defende Schmidt.

Para ele, isso inclui aprender sobre etiqueta para reuniões, habilidades de apresentação, política no local de trabalho e como lidar com concorrentes, tanto interna quanto externamente.

“Em termos de idade, é quando eles aprendem”, diz ele. “Se você perde [isso] porque está sentado em casa no sofá enquanto trabalha, não sei como você constrói uma ótima gestão. Eu honestamente não conseguiria.”

Longe de ser regra

Há exceções, observa Schmidt: alguns trabalhadores podem ter funções especializadas que não exigem muita comunicação pessoal, outros podem não gostar profundamente da natureza social do escritório e muitos provavelmente não estão ansiosos para reintegrar longos deslocamentos em suas agendas.

Ainda assim, diz Schmidt, um movimento em larga escala para trabalhar remotamente permanentemente negaria pelo menos 30 a 40 anos de experiência no local de trabalho.

“Acho que há muitas evidências de que os humanos são sociais”, diz ele. “As ferramentas virtuais atuais não possuem o mesmo impacto que as redes informais de comunicação dentro de uma empresa.”

Trabalhe no Google

Para aqueles que querem viver na pele um pouco do que Schmidt contou sobre a vivência em trabalhar no Google, vale dizer que a empresa de tecnologia está com diversas posições abertas no Brasil.

O Google abriu na última quinta-feira, 7, as inscrições para seus programas de estágio no Brasil nas áreas de negócios e engenharia.

As vagas na área de negócios são para o escritório de São Paulo nas equipes de vendas, marketing, suporte e soluções para clientes, finanças, jurídico, entre outras. Em visita exclusiva, a EXAME mostrou em primeira mão como é o escritório do Google em São Paulo por dentro. Confira

Já o programa de engenharia é para o centro de engenharia em Belo Horizonte, em Minas Gerais. O Google planeja investir na ampliação da atuação desse setor no Brasil e dobrar sua equipe de engenharia, atualmente com 200 profissionais, até o fim de 2023.

O Google definiu que irá retornar com o modelo híbrido de três dias presenciais para boa parte dos funcionários. Algumas funções, como as do escritório de engenharia em Belo Horizonte, terão a possibilidade ficar no modelo totalmente remoto.

Todas as vagas abertas da companhia podem ser conferidas no site de Carreiras do Google

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