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Quer mudar de carreira em 2023? Siga estas dicas

40% dos profissionais querem pedir demissão do seu emprego atual. EXAME conversou com Cecília Barçante, líder de Empregabilidade, Pessoas e Cultura da edtech Refuturiza, para explicar qual o passo a passo para tirar esse plano do papel

 (Thinkstock/chochowy/Thinkstock)

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Luciana Lima

30 de dezembro de 2022, 08h01

Ao que tudo indica, o fênomeno da Grande Renúncia, com grandes ondas de profissionais pedindo demissão dos seus empregos e que marcou este ano, deve continuar em 2023.

Segundo pesquisa da Betterfly, platafoma de benefícios, 40% dos profissionais querem pedir demissão do seu emprego atual.

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Os motivos que lideram esse movimento vão desde insatisfação com líderes tóxicos e falta de perspectiva de crescimento, além de busca por mais flexibilidade e, claro, remunerações melhores. 

Muitos também estão insatisfeitos com a carreira que escolheram e, por isso, buscam uma transição para outras áreas mais promissoras.

Mas, como em todo processo de mudança, muitos profissionais congelam e passam meses e até anos suportando o trabalho que detestam por questões que vão desde o medo de falhar, o receio de julgamentos até preocupações com o cenário macro do país.

Quando é a hora de mudar de carreira?

Para Cecília Barçante, líder de Empregabilidade, Pessoas e Cultura da edtech Refuturiza, o primeiro passo para dar início ao processo de recolocação é realizar uma autoanálise e verificar quais os motivos por trás da vontade de mudar de carreira. Isso porque é preciso diferenciar se o incômodo é com a empresa, o chefe direto ou, de fato, a profissão exercida.

“Quando você identifica em si mesmo uma insatisfação tão grande com o seu trabalho, a ponto de fazer com que você queira abandonar tudo, é importante parar para perceber se é a atividade ou ambiente que tem te incomodado. Se a resposta for o ambiente, basta buscar outras empresas, mas se for a atividade que te incomoda, a busca deve ser por uma mudança de cunho estrutural e ela deve ser feita em você mesmo", diz.

Se, após a análise a conclusão for que, de fato, a profissão é o problema é importante, então, se questionar quais os objetivos almejados na futura próxima carreira.

“O processo de mudança de profissão não envolve tantas etapas quanto parece, mas é importante que todas elas sejam desempenhadas com calma e assertividade", diz Cecília.

"É importante também que você converse com profissionais que desempenham funções parecidas com as que você almeja, crie um network forte, invista em capacitações e se insira em bancos de talentos otimizados para as vagas que despertam o seu interesse”, afirma a especialista.

Saúde mental: pilar para uma transição de carreira bem-sucedida

E, por mais que na hora de mudar de carreira muitas pessoas pensem apenas nos aspectos técnicos, como buscar uma nova formação ou curso na área desejada, Cecília ressalta ainda que é essencial que haja uma preparação em níveis de saúde mental para lidar com o processo de mudança.

"Em alguns casos, quando há a decisão de trocar de carreira, a pessoa já é sênior ou está em um nível avançado em sua área. O momento da troca é, portanto, um recomeço, no qual é necessário ter inteligência emocional para entender que você recomeçou e que está aprendendo um novo ofício, não há como pular etapas", diz.

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