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Quem não usa IA pode perder espaço no mercado, diz presidente da HP

Executivo da HP afirma que a inteligência artificial não vai eliminar todos os empregos, mas pode deixar para trás quem não aprender a usá-la no dia a dia profissional

Publicado em 12 de junho de 2025 às 15h11.

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Em meio à ansiedade de jovens profissionais diante das transformações no mercado de trabalho, um recado claro vem ganhando força entre lideranças do setor de tecnologia: a inteligência artificial não vai substituir todo mundo, mas pode deixar para trás quem não aprender a usá-la.

Em artigo publicado pelo Business Insider, Faisal Masud, presidente da HP Digital Services, afirma que o avanço da IA deve transformar as funções de entrada no mercado.

Segundo o executivo, a IA só ameaça os empregos de quem não aprender a utilizá-la. Para ele, a tecnologia deve ser vista como uma aliada para tarefas repetitivas, liberando tempo para que profissionais foquem no que realmente importa: criatividade, tomada de decisão e impacto.

Segundo ele, a IA não vai liderar reuniões com clientes ou contratar executivos. Mas pode redigir esboços de apresentações, organizar informações e automatizar tarefas operacionais, como o envio de e-mails ou a checagem de disponibilidade de locais para eventos. A ideia é que as ferramentas atuem como assistentes virtuais e não como concorrentes.

O executivo reforça que recém-formados, especialmente da Geração Z, têm uma vantagem: estão ingressando no mercado no início da revolução da IA. Ao dominarem ferramentas como ChatGPT, Claude e Gemini, podem ganhar produtividade desde o começo da carreira, seja aprimorando currículos, simulando entrevistas ou automatizando candidaturas com o uso de agentes autônomos, como o Operator da OpenAI.

Mas ele faz um alerta: o uso excessivo ou desatento pode gerar riscos. “Se a carta de apresentação estiver superestimada ou não refletir sua voz, você pode decepcionar na entrevista ou aceitar um cargo para o qual não está preparado.”

No ambiente corporativo, a IA promete ainda resolver gargalos antigos de tecnologia no dia a dia. Sistemas poderão detectar quando o computador começa a travar e acionar automaticamente o suporte. Atualizações não serão mais agendadas antes de reuniões importantes, e tarefas administrativas como relatórios de despesas e dúvidas sobre benefícios serão resolvidas por chatbots inteligentes.

Para aproveitar os benefícios da nova era, o presidente da HP sugere algumas atitudes: fazer perguntas sobre o uso da IA na empresa, testar as ferramentas com foco em ganho de eficiência, entender os objetivos estratégicos do negócio e manter o diálogo aberto com a liderança.

“A IA não veio para substituir você, mas para ajudá-lo a crescer. Com a mentalidade certa e um pouco de capacitação, ela pode ser sua melhor aliada.”

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