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Por que as mulheres param a um passo do cargo mais poderoso das finanças

Presença feminina entre CFOs das maiores empresas recua desde 2023, e o gargalo começa na primeira promoção

Capital de risco segue ignorando mulheres (LivVisuals/Shutterstock)

Capital de risco segue ignorando mulheres (LivVisuals/Shutterstock)

Publicado em 25 de setembro de 2026 às 14h34.

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Nas grandes empresas acompanhadas pela McKinsey, as mulheres já ocupam 42% dos cargos de gerência. Na cadeira de CFO das maiores companhias dos Estados Unidos, a proporção cai para 16,5%. O dado, do fim de 2025, é da consultoria de recrutamento executivo Crist Kolder Associates, citada pelo Journal of Accountancy, e cobre as empresas da Fortune 500 e do S&P 500.

Durante uma década, esse número subiu. Em 2015, as mulheres eram 12,2% dos diretores financeiros dessas empresas. Desde 2023, o índice recua.

O recuo também aparece fora dos Estados Unidos. O relatório Women on Boards and Beyond, do provedor de índices MSCI, registrou em 2024 a primeira queda global na participação de mulheres no cargo desde pelo menos 2020. Nos mercados emergentes, a fatia caiu de 21,3% para 19,4% em um ano.

No Brasil, o funil se estreita antes mesmo de chegar à diretoria financeira. Um estudo da B3 com o Instituto Locomotiva com 341 companhias listadas mostra que 54% delas não têm nenhuma mulher na diretoria estatutária. Em 2021, eram 61%.

Na turma do MBA Executivo em Finanças da Saint Paul, 42,3% dos alunos são mulheres, lado a lado com gerentes, controllers e C-levels de diversos setores. A estrutura do programa está nesta página

Mulheres CFO avançam de forma desigual entre os mercados

Há sinais de movimento nas nomeações. Em 2025, as mulheres responderam por 21% dos novos CFOs nomeados nas maiores empresas de capital aberto do mundo, de acordo com a Russell Reynolds Associates, que acompanha 12 índices de ações. Foram 67 mulheres nomeadas para 54 que deixaram o cargo.

A média esconde diferenças grandes entre mercados. No FTSE 100, da bolsa de Londres, 35% das nomeações foram de mulheres. No S&P 500, 15%. Entre os CFOs em exercício no índice americano, a Spencer Stuart contabiliza 19% de mulheres.

O gargalo começa no primeiro degrau

A explicação mais consistente para a estagnação não está no topo. A pesquisa Women in the Workplace 2025, da McKinsey com a organização LeanIn, acompanhou 124 empresas que somam cerca de 3 milhões de funcionários. Para cada 100 homens promovidos ao primeiro cargo de gestão, apenas 93 mulheres recebem a mesma promoção.

O efeito se acumula ao longo da carreira. Elas são 49% dos profissionais em início de carreira e 29% da alta liderança. Cada degrau perdido na base reduz o número de candidatas disponíveis quando uma diretoria abre, e a cadeira de CFO fica no fim dessa fila.

A mesma pesquisa aponta uma diferença menos visível, a do patrocínio. Só 31% das mulheres em início de carreira contam com um sponsor, alguém com poder de indicar seu nome para oportunidades, ante 45% dos homens. E mesmo quando têm esse apoio, elas são promovidas em ritmo menor.

A sucessão é decidida antes da vaga abrir

Na diretoria financeira, esse funil pesa ainda mais porque o cargo costuma ser preenchido com gente de dentro. Em 2025, 65% das contratações de CFO na Fortune 500 e no S&P 500 foram promoções internas, segundo a Crist Kolder. Quem não estiver na linha de sucessão da controladoria, da tesouraria ou do planejamento financeiro dificilmente entra na disputa.

A janela também está chegando mais cedo. A idade média dos CFOs contratados no primeiro semestre de 2026 foi de 48,2 anos, ante 51,9 anos em 2025. Para uma gerente de finanças na faixa dos 30 ou 40 anos, a preparação para o cargo acontece agora.

Sustentar um valuation diante do conselho e decidir sobre capital com clareza sobre risco e retorno são competências que pesam na escolha de um CFO. O MBA Executivo em Finanças da Saint Paul detalha como trabalha cada uma delas aqui

Um levantamento da Boston Consulting Group (BCG) com mulheres que chegaram ao posto, publicado pela Fortune, reforça esse ponto. O conselho mais repetido pelas executivas foi assumir desafios antes de se sentir totalmente pronta, já que pesquisas mostram que as mulheres tendem a esperar ter todas as competências antes de se candidatar a uma posição.

A próxima geração de CFOs já está nas empresas, em cargos de gerência. Entre a mesa da gerente e a cadeira da diretoria parece haver só um passo. Para as mulheres, ele ainda leva anos.

Para executivas que se preparam para a cadeira de CFO, o MBA Executivo em Finanças da Saint Paul reúne programa, corpo docente e processo de admissão nesta página


O que é o MBA Executivo em Finanças, da Saint Paul?

É um MBA da Saint Paul Escola de Negócios para profissionais que buscam posições estratégicas em finanças. O programa combina base teórica e aplicação prática, com foco em decisões que impactam o crescimento e a sustentabilidade do negócio.

O MBA Executivo em Finanças é voltado a quem já ocupa cargos de liderança?

Sim. O curso é desenhado para executivos financeiros de diversos setores com graduação completa. A turma reúne 19,7% de C-levels, 37,3% de gerentes e 21,1% de supervisores, coordenadores e heads.

O MBA Executivo em Finanças aborda a reforma tributária?

Sim. A grade inclui o módulo "Reforma tributária e Gestão de Tributos", ao lado de temas como análise de demonstrativos financeiros, cenário macroeconômico e gestão de tesourarias.

O programa trata de tecnologia e dados aplicados às finanças? 

Sim. O MBA tem o módulo "Data Science para líderes" e aborda o mercado financeiro e de capitais do modelo clássico às fintechs. A proposta é preparar o executivo para decisões em um cenário de transformação digital.

Como funcionam as aulas do MBA Executivo em Finanças?

São 496 horas de formação, com aulas aos sábados, a cada três semanas, das 9h às 16h30. As aulas são presenciais, com transmissão ao vivo, e exigem frequência mínima de 75%.

Que suporte os alunos têm durante o MBA?

Os alunos contam com tutoria especializada e acesso à plataforma de aprendizagem LIT, com conteúdos e certificações em outras áreas de negócios. O programa também oferece networking com executivos de diferentes setores.

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