O mito sobre a Geração Z que faz empresas perderem seus futuros líderes | Freepik
Redatora
Publicado em 10 de agosto de 2026 às 17h21.
Pergunte a um universitário se ele sabe liderar e a resposta provável é sim. Pergunte a quem contrata se esse mesmo perfil está pronto para liderar, e a resposta muda bastante.
Existe uma distância real entre como a geração Z enxerga a própria liderança e como o mercado avalia essa mesma competência, e essa distância tem um número por trás.
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Um levantamento da National Association of Colleges and Employers (NACE), associação americana que reúne recrutadores e universidades, cruzou dados de duas pesquisas: uma feita com mais de 20 mil estudantes e outra com centenas de recrutadores.
O resultado mostrou que, para competências como liderança e desenvolvimento de carreira, existe uma lacuna considerável entre como recém-formados percebem sua própria importância e proficiência nessas áreas e como os empregadores avaliam o mesmo ponto.
Para liderança e postura profissional, essa diferença de percepção passa dos 30 pontos percentuais. Em competências como pensamento crítico e comunicação, a distância também é alta, ficando perto de 25 pontos. O problema não é falta de interesse dos estudantes pelo tema — é a certeza de já dominá-lo sem ter sido testado fora da própria bolha.
Liderança, na prática, não é autodeclarada, é observada. Um recrutador avalia evidência, ou seja, situações reais em que essa pessoa precisou tomar decisão, conduzir um grupo, lidar com conflito ou assumir responsabilidade por um resultado.
É exatamente esse tipo de prova que falta na maioria dos currículos universitários. Não porque os estudantes não tenham vivido essas situações, mas porque raramente passaram por um ambiente estruturado o suficiente para nomear, testar e demonstrar essa competência de forma clara.
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A boa notícia é que essa lacuna não é permanente, e também não exige anos para ser reduzida. Programas de curta duração, com contato direto com líderes experientes e situações práticas de decisão, aparecem em pesquisas recentes como forma eficaz de acelerar essa formação, ainda que em poucos dias de imersão.
O ponto central é simples: liderança que nunca foi testada fora da sala de aula tende a ser superestimada por quem a possui e subestimada por quem avalia de fora. A diferença entre os dois lados só diminui quando existe um ambiente real, com critério externo, para provar o que até então era apenas percepção pessoal.
O Na Prática nasceu como uma plataforma educacional criada para impulsionar a carreira de jovens, do estágio à liderança, complementando o ensino universitário com uma formação voltada para o mercado de trabalho.
Pensando nesse propósito, a instituição criou o Prêmio Na Prática Protagonismo Universitário. Com cinco ganhadores, um de cada estado, ele é o primeiro reconhecimento nacional com recorte regional focado exclusivamente em estudantes de alto desempenho prático e acadêmico.