Redação Exame
Publicado em 20 de janeiro de 2026 às 14h07.
Última atualização em 20 de janeiro de 2026 às 15h41.
Em um movimento que une inteligência artificial e estratégia de liderança, o CEO da startup Markup AI criou um “board de diretores dos sonhos” formado por versões geradas por IA de grandes líderes como Steve Jobs, Warren Buffett e Oprah Winfrey, e usa esse conselho virtual como parceiro de pensamento para preparar reuniões, revisar planos e reforçar decisões corporativas.
Matt Blumberg, executivo e líder em tecnologia, foi além dos usos tradicionais de IA para produtividade e aplicou modelos generativos para construir um conselho consultivo virtual personalizado.
A ideia veio de outra liderança do setor e foi desenvolvida ao longo de um processo colaborativo entre sua equipe executiva.
Em vez de limitar-se ao conselho real de cinco pessoas de sua empresa, ele e sua equipe criaram um recrutamento de líderes influentes, divididos em categorias como ícones de negócios, CEOs de tecnologia, investidores, autores e pensadores, incluindo nomes tão diversos quanto Jobs, Buffett e Oprah. As informações foram retiradas do Business Insider.
Após eleger aproximadamente 15 líderes influentes, a equipe usou IA para gerar perfis de cerca de 5.000 palavras para cada membro do conselho.
Esses perfis foram elaborados com base em dados públicos e discursos reais, orientando o agente de IA a simular o estilo de pensamento e perspectiva de cada figura quando desafiado com problemáticas de gestão e estratégia.
Com esses perfis alimentados em um agente personalizado, Blumberg passou a usar o conselho virtual como “parceiro de pensamento”. Ele alimenta o sistema com documentos estratégicos, como anteprojetos de material para reuniões com o conselho de verdade, e pergunta como seu board virtual reagiria: que lacunas seriam notadas, que questões levantariam, que recomendações fariam.
O uso dessa ferramenta não exclui o conselho real da empresa. Pelo contrário: Blumberg relata que seu board tradicional elogiou a iniciativa e até manifestou interesse em replicar a prática. A IA, segundo ele, complementa, mas não substitui a visão, a experiência e a dinâmica humana de um conselho de verdade.
Uma das limitações destacadas pelo CEO é que a IA não tem acesso ao contexto completo do cotidiano da empresa, ela reage com base nas informações fornecidas e no que está publicamente disponível e, por isso, pode não captar nuances humanas de uma liderança real, como expressões faciais, linguagem corporal ou sentimento de urgência corporativa.
Para o público interessado em gestão prática, liderança e desenvolvimento de tomada de decisão, a iniciativa de Blumberg ilustra uma aplicação criativa e estratégica da IA em ambientes de liderança.
Em vez de ver a tecnologia apenas como ferramenta operacional, sua aplicação aqui serve como treino de cenário, revisão estratégica e exercício de pensamento crítico, atividades essenciais para gestores que precisam antecipar desafios e validar hipóteses antes de decisões formais com stakeholders humanos.
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