Combater burnout nas empresas pode ser até de graça, afirmam especialistas

"Summit de Saúde Mental Nas Organizações", organizado pela Exame, discutiu nesta quarta-feira formas de criar empresas psicologicamente seguras

Feedback, diálogo e compreensão podem ser táticas com zero custo para as empresas construírem um ambiente psicologicamente seguro, sem situações que levem ao burnout, doença do trabalho reconhecida pela Organização Mundial da Saúde.

Pelo lado mais individual, na própria vida dos colaboradores, a receita para conquistar a saúde mental também pode contar com "remédios" e prevenções gratuitas. 

Num relato no Summit sobre Saúde Mental organizado pela Exame nesta semana, o executivo Marco Kheirallah defende o sono correto, meditação e o exercício aeróbico: “Eles estão disponíveis para todo mundo e não têm contraindicação.”

Marco já teve episódios de síndrome do pânico e acredita que para a saúde mental ser alcançada nas empresas ela precisa de exemplos da liderança, e que as mudanças aconteçam de cima para baixo.

Como é um tema cercado de tabu nas empresas, é improvável que surjam movimentos de “insurgência”, em que os próprios funcionários pedem por ações sobre o tema. O contrário tem acontecido, no entanto, na área de diversidade, com funcionários abordando os problemas das empresas de baixo para cima, como de igualdade racial.

Esse movimento começa com comportamentos na liderança de escuta ativa, proximidade e empatia. Na visão de Glaucimar Peticov, diretora-executiva do Bradesco, bons líderes agem para criar ambientes seguros psicologicamente. 

“É preciso dar segurança para as pessoas se expressarem, sem que elas achem que isso parece desrespeito. O universo tem mostrado que a maioria das possibilidades são gratuitas. Esse ambiente seguro psicologicamente é o que vai garantir a inovação.”

Entre as ações que servem para alcançar o ambiente psicologicamente seguro está o exemplo da liderança.

“Eu nunca vi um assunto que ganhe tanta empatia como saúde mental. Ninguém fala sobre isso nas festas, mas na hora que alguém começa, todos se conectam. E quando esse alguém é um líder, cria um impacto gigante”, 

A saúde mental nas empresas é primordial porque ela a é que gera, no fim das contas, o sentimento de pertencimento.

A síndrome de burnout tem três principais pilares: a exaustão emocional, a indiferença e distanciamento quanto às relações com outros e a baixa produtividade. Quando estão relacionadas ao ambiente de trabalho, é provável que o diagnóstico seja burnout.

O médico psiquiatra Pedro Pan, que também participou do Summit de Saúde Mental, destacou que o estresse é o sentimento do dia a dia das pessoas, e que em algum nível é importante para garantir engajamento. No entanto, esses estímulos só podem ser oferecidos até um ponto. Depois dele, as pessoas não se sustentam mais com boas respostas a esses estímulos, e a performance cai.

A situação em que o líder expõe sua vulnerabilidade foi exemplificada pela diretora do aplicativo Rappi , no segundo painel desta noite de terça-feira.

“Quando comecei a trabalhar em casa disse para meu filho que ele podia ficar livre para me interromper, falar comigo, andar pela sala. Isso fez meus funcionários perceberem que eu tenho a vida como ela é. Ser exemplo me ajudou, e liberou os colaboradores para terem uma vida real”

Ana Bógus, diretora da Rappi

Além das discussões sobre burnout no começo da noite desta quarta-feira, o Summit Saúde Mental também reuniu em seu segundo painel Paulo Kakinoff, presidente da GOL, Eliéser Silva, Diretor do Hospital Albert Einstein, junto de Ana Bógus.

Assista aos painéis abaixo:

 

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