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Redatora
Publicado em 28 de agosto de 2026 às 11h03.
Há poucos anos, o cargo de Chief AI Officer nem constava nos organogramas das empresas brasileiras. Hoje, 92% dos executivos acreditam que essa posição vai ganhar ainda mais relevância na próxima década, segundo pesquisa da consultoria de recrutamento Robert Half.
O levantamento ouviu 100 executivos brasileiros, entre membros de conselho, alta liderança e média gestão.
O dado reflete uma mudança que já não é discurso, é estrutura organizacional: 91% dos entrevistados avaliam que posições ligadas à inteligência artificial e gestão de dados terão papel estratégico ainda maior até 2035. E não é só o CAIO que ganha espaço. Outros 80% dos executivos apontam crescimento na importância do Chief Data Officer, o CDO.
Além do CAIO e do CDO, a pesquisa identifica outras funções em ascensão dentro das empresas: CINO (Chief Innovation Officer), CAIDO (Chief AI & Data Officer), CTO (Chief Technology Officer), CSO (Chief Strategy Officer) e CTRO (Chief Transformation Officer).
O Chief AI & Data Officer é apontado como um dos cargos mais estratégicos da próxima década. A expectativa é que esses executivos liderem a implementação de IA de forma ética e alinhada aos objetivos do negócio, conectando inovação, dados e governança corporativa dentro de um único mandato.
A transformação das empresas continua sendo conduzida por pessoas, mesmo com o avanço acelerado da tecnologia. A aplicação prática da inteligência artificial ainda depende das habilidades e da atuação colaborativa das lideranças, não apenas da ferramenta em si.
Isso explica por que o cargo mais citado no levantamento não é um especialista técnico isolado. É alguém capaz de traduzir tecnologia em estratégia de negócio, o que hoje falta na maioria dos conselhos e comitês executivos.
Para além dos novos cargos, a pesquisa aponta uma competência que atravessa qualquer posição de liderança: 63% dos executivos afirmam que a capacidade de reorganizar e adaptar a força de trabalho será essencial no período.
Custódio reforça que ganham espaço lideranças capazes de compreender transformação digital e, ao mesmo tempo, mobilizar equipes em cenários de alta volatilidade.
Na prática, isso muda o critério de quem senta na cadeira de C-level e de quem é convidado para o conselho. Já não basta entender de gestão. É preciso entender também de dados, de IA e dos riscos que vêm junto com essa tecnologia.