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A pressão invisível que está transformando o RH no centro das decisões nas empresas

Alta nos afastamentos impulsiona gestão de pessoas mais humana e foco em bem-estar

 (AndreyPopov/Getty Images)

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Da Redação
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Redação Exame

Publicado em 22 de abril de 2026 às 17h29.

O avanço dos problemas de saúde mental no ambiente corporativo tem provocado uma mudança estrutural na forma como empresas lidam com gestão de pessoas.

Em um cenário de aumento expressivo nos afastamentos por questões como ansiedade, estresse e depressão, o Recursos Humanos deixa de atuar de forma operacional para assumir um papel cada vez mais estratégico.

A criação de iniciativas voltadas ao bem-estar, engajamento e cultura organizacional passa a ser decisiva não apenas para o clima interno, mas também para a sustentabilidade das empresas.

Dados do Ministério da Previdência Social mostram que o Brasil registrou mais de 4,1 milhões de afastamentos por incapacidade temporária em 2025, o maior volume dos últimos cinco anos. O número representa um crescimento de 17,1 por cento em relação ao ano anterior, evidenciando um agravamento das condições de saúde mental no trabalho.

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Entre as principais causas estão transtornos como ansiedade, depressão e estresse, fatores diretamente ligados à rotina profissional e à pressão por desempenho. Esse cenário amplia o impacto financeiro para as empresas e exige respostas mais estruturadas por parte da liderança.

RH ganha protagonismo na gestão de bem-estar

Diante desse contexto, o RH passa a ocupar uma posição central na construção de ambientes mais saudáveis. Mais do que implementar ações pontuais, a área assume a responsabilidade de estruturar políticas consistentes que promovam segurança emocional, pertencimento e qualidade de vida.

Momentos simbólicos ao longo do ano, tradicionalmente associados a celebrações, ganham novo significado dentro das organizações. Esses marcos passam a ser utilizados como oportunidades para promover pausas, estimular reflexões e fortalecer conexões entre equipes.

Segundo Heliana Silva, Country Manager da SGF Global no Brasil, esses momentos podem ir além do simbolismo. “Mais do que uma celebração pontual, esses momentos podem ser marcos de reconexão dentro das empresas. São oportunidades de olhar para as pessoas com mais atenção, reforçar vínculos e criar um ambiente onde o colaborador se sinta, de fato, valorizado e parte do todo”, afirma.

Cultura organizacional e performance caminham juntas

A valorização do bem-estar emocional está diretamente conectada à performance das empresas. Ambientes que estimulam confiança, colaboração e alinhamento com o propósito tendem a apresentar melhores resultados ao longo do tempo.

Nesse contexto, ganha força o conceito de gestão da felicidade, que posiciona o bem-estar como parte central da estratégia corporativa. A abordagem não está necessariamente ligada a grandes investimentos, mas à consistência das relações e à coerência entre discurso e prática.

“A gestão da felicidade não está ligada a grandes investimentos, mas à consistência das relações e à coerência entre discurso e prática. Quando a empresa promove um ambiente seguro, estimula o pertencimento e valoriza as pessoas, os resultados aparecem de forma natural”, complementa Heliana.

Escuta ativa e pertencimento como diferenciais competitivos

A construção de ambientes mais saudáveis passa, principalmente, pela escuta ativa. Empresas que incentivam o diálogo e valorizam a participação dos colaboradores conseguem identificar problemas com mais rapidez e atuar de forma preventiva.

Além disso, o fortalecimento do senso de pertencimento se torna um diferencial competitivo. Profissionais que se sentem parte do negócio tendem a apresentar maior engajamento, produtividade e comprometimento com os resultados.

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