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(divulgação)
Redatora
Publicado em 13 de abril de 2026 às 17h56.
Última atualização em 13 de abril de 2026 às 17h58.
Em um ambiente corporativo cada vez mais pressionado por mudanças estruturais, o papel do RH ganha protagonismo estratégico. Mais do que comunicar decisões, a área passa a ser responsável por sustentar cultura, engajamento e performance.
Para Solange Pace, diretora de RH e Comunicação da Medley, isso exige disciplina, clareza e uma atuação integrada ao negócio.
A comunicação deixou de ser apenas um canal informativo e passou a ser um instrumento direto de gestão. Segundo Solange, um dos principais erros das empresas é tratar a comunicação como algo pontual.
“Não basta comunicar uma vez, é preciso criar uma cadência estruturada, com mensagens alinhadas entre liderança, RH e comunicação, e abrir espaço real para escuta”, afirma.
Na prática, a Medley adotou uma estratégia em múltiplas camadas, com fóruns abertos, encontros com lideranças e conteúdos mais didáticos. O objetivo é traduzir o contexto do negócio para todos os níveis da organização.
A performance das equipes em momentos de mudança está diretamente ligada à capacidade das lideranças. Segundo a executiva, líderes que mantêm proximidade com seus times e conseguem traduzir a estratégia em ações concretas são os que sustentam resultados.
O conceito de ambidestralidade ganha força nesse contexto. É necessário garantir eficiência na operação atual enquanto se constrói o futuro.
Em processos de transformação, empresas que conseguem preservar sua identidade têm maior capacidade de adaptação. A cultura passa a ser um ativo estratégico, não apenas um discurso institucional.
No caso da Medley, pilares como qualidade, acesso à saúde e responsabilidade com as pessoas são mantidos como fundamentos. Para o RH, o desafio está em garantir que esses valores sejam vividos na prática, por meio de rituais, decisões e reconhecimento de comportamentos.
Manter colaboradores engajados em momentos de instabilidade exige mais do que metas e indicadores. O senso de propósito, o pertencimento e a proximidade da liderança aparecem como fatores determinantes.
Quando o colaborador entende o impacto do seu trabalho, a tendência é que haja maior estabilidade emocional e comprometimento. Esse movimento reforça o papel do RH na construção de narrativas que conectem estratégia e significado.
A saúde mental passa a ocupar um espaço central na agenda corporativa. No entanto, o risco de o tema se tornar apenas discurso ainda existe. Para evitar isso, empresas precisam estruturar ações concretas e contínuas.
Na Medley, iniciativas como a assistente virtual Cássia e programas de apoio psicológico demonstram uma abordagem prática. Para o RH, o desafio é integrar o cuidado com o bem-estar à estratégia de performance, entendendo que resultados sustentáveis dependem de pessoas equilibradas.
A transformação do negócio exige um RH mais estratégico e menos reativo. A área precisa compreender profundamente os objetivos da empresa e atuar como elo entre estratégia, cultura e pessoas.
Isso inclui questionar modelos tradicionais, redesenhar estruturas e contribuir para maior agilidade organizacional. No contexto incompany, o RH assume papel central na construção de capacidades que sustentem o crescimento.
Em ambientes de mudança constante, ganham destaque profissionais com adaptabilidade, senso de dono e capacidade de decisão mesmo diante de incertezas.
Para o RH, isso reforça a importância de desenvolver talentos desde o início da jornada, com programas estruturados e experiências práticas que ampliem a visão de negócio.
A experiência da Medley evidencia uma mudança estrutural no papel do RH dentro das organizações. Mais do que suporte, a área passa a liderar processos críticos de transformação.
“Gerir pessoas é, necessariamente, gerir emoções”, afirma Solange.
Em um ambiente de mudanças rápidas, a combinação entre clareza estratégica, liderança próxima e cuidado com as pessoas se consolida como base para sustentar crescimento e competitividade no longo prazo.
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