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Documentários sobre celebridades são uma modalidade onipresente nos canais de streaming. Neste ano, Arnold Schwarzenegger teve, em maio, sua série lançada pela Netflix. Neste novembro chegou o filme Sly, sobre Sylvester Stallone. Na área musical, Robbie Williams e George Michael (este com uma obra sobre o Wham!). Na seara nacional, Gilberto Gil, Sandy e Junior e a Turma do Balão Mágico. 

Essa vertente não é nova. Um filme sobre a vida de alguém famoso é comum desde que o cinema existe. O que chama atenção nos últimos anos são os artistas ainda longe do fim de carreira e já com produções. Anitta: Made In Honório contou em 2020 a trajetória do maior nome da música brasileira contemporânea, mas com muito pela frente. Juliette Freire, pós Big Brother Brasil, nem bem começou na carreira musical e já tem seis episódios na Globoplay. O mesmo ocorreu fora do país, com Ariana Grande, Taylor Swift, Beyoncé e Lady Gaga. 

A lista não para. Kanye West, o príncipe do Reino Unido Harry e até Billie Eilish, do alto de seus 22 anos de idade. 

O que está por trás de tamanha quantidade de documentários é simples, e obvio. Estes artistas têm multidões de seguidores e filmes sobre suas trajetórias interessam a muita gente. O que vale é gerar buzz. 

Ter fama é usualmente uma caminhada de superação, um roteiro cheio de oportunidades para emocionar e cativar. E claro que dá para ter boas produções que usem isso e cheguem ao clímax com o “estouro” da carreira. 

Porém, há um exagero. Soa aproveitador quando artistas novos e sem o que contar se lançam num documentário. O que transborda são filmes sem qualidade, sem objetivo, sem qualquer merecimento em serem produzidos.

Não se trata de uma decisão ruim, se observado o lado financeiro. Os artistas lucram com os documentários. Mas é uma decisão que se mostra meramente comercial.

O exemplo parece ter vindo da literatura. São abundantes as biografias de celebridades recentes. Larissa Manoela nem 20 anos tinha quando lançou sua biografia. Maísa também era bem nova. Os exemplos são muitos.

Neste mar de produtos fracos, não pela produção, mas sim pela pouca história a relatar, pode vir a ponderação: “compra quem quer”. É verdade, até que todo documentário sobre celebridade deixe de ter público por causa da baixa qualidade de quem (ainda) tem pouco a contar.

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