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Glaucia Guarcello: 5 tendências e fontes de inovação para 2023

A uso da tecnologia vem ganhando cada vez mais importância para inovar

Metaverso, internet das coisas, ESG: o que vai ser tema na inovação este ano (patpitchaya/Getty Images)

Metaverso, internet das coisas, ESG: o que vai ser tema na inovação este ano (patpitchaya/Getty Images)

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Glaucia Guarcello*

16 de janeiro de 2023, 17h15

O desenvolvimento tecnológico e as mudanças de comportamento da sociedade sempre revelam grandes oportunidades para se inovar. A inovação bem sucedida ocorre no encontro entre a identificação de algo que é desejável para a sociedade, ou seja, possui um público-alvo claro e disposto a utilizar a solução para criar valor, factível, ou seja, existem ou existirão em um futuro próximo tecnologias suficientes para entregar a solução e, não menos importante, viável do ponto de vista de negócios, ou seja, a solução para de pé. A seguir, listo cinco tendências para 2023 que podem ser incríveis pontos de partida no desenvolvimento de inovações.

Metaverso

Apesar de não ser uma tecnologia nova, o metaverso vem ganhando uma notoriedade significativa nos últimos tempos. Desde a mudança de nome do Facebook, passando pelas mudanças de comportamento advindas da pandemia, o fato é que o volume de investimentos no tema tem crescido vertiginosamente. Segundo estudo da Grayscale, o metaverso atingirá uma receita anual de US$ 1 trilhão até 2025. A previsão da Gartner é que 30% das empresas estarão no metaverso até 2026. As aplicações da tecnologia vão desde experiências imersivas na prestação de serviços e criação de produtos até mesmo a criação de universos completamente novos e disruptivos. 

Internet das coisas 

A interconexão digital de objetos tem crescido e gerado um volume de dados sem precedentes. A ideia por trás do IoT é que esses objetos se tornem capazes de se comunicar e trocar dados, o que pode ser usado para monitorar e controlar os dispositivos à distância. Suas aplicações vão desde sistemas de automação que melhoram a experiência dos usuários (UX) até o desenvolvimento e integração de inteligência artificial. A tecnologia 5G tornará possível a aplicação de IoT em vários serviços, desencadeando no desenvolvimento de cidades inteligentes, veículos autônomos, medicina reinventada, indústria 4.0, dentre tantas outras possibilidades.

Cibersegurança

Com todo o desenvolvimento tecnológico e geração de dados, somado ao desenvolvimento legal que rege a utilização e gestão destes registros, a cibersegurança ganha protagonismo. A proteção de dados e de ameaças cibernéticas fará parte da rotina de todas as organizações. Segundo estudo da Gartner, em 2025, 60% das empresas verão a segurança digital como principal fator para determinar a escolha de parceiros comerciais e este claramente é um campo fértil para o desenvolvimento de soluções. O ponto da cibersegurança é tão relevante que muito provavelmente a mesma se tornará pré-requisito para o desenvolvimento da maior parte das atividades de negócios no futuro próximo.

ESG

Questões ambientais, sociais e de governança têm recebido investimentos significativos globalmente e não se espera comportamento diferente no Brasil. Seus temas são focados na sustentabilidade dos negócios e no longo prazo, com destaque crescente para soluções de descarbonização em resposta ao aquecimento global. O mercado de créditos de carbono neste contexto se fortalece como uma opção. Já no fator social, questões relacionadas a programas de diversidade e mensuração de seus benefícios têm crescido e não tendem a recuar. Outro ponto de oportunidades são os temas relacionados a desafios globais listados no Pacto Global da ONU, que tem ganhado cada vez mais corporações adeptas.

SuperApps

Superapps consolidam um ecossistema de soluções em um só lugar em contraponto ao desenvolvimento de diversos aplicativos. Com esta solução o usuário poderá se comunicar com outras pessoas, fazer pagamentos, vender e comprar produtos e serviços, contratar corridas de táxi e até se consultar com um médico — tudo a partir da mesma plataforma. Estudos da Gartner projetam que metade da população global será usuária diária deste tipo de solução até 2027. O principal objetivo dos superapps é centralizar as atividades online e facilitar a vida de seus usuários. Suas aplicações permeiam todos os ambientes, desde pessoal a profissional, e certamente o seu desenvolvimento será campo de diversas inovações baseadas em um nível de conhecimento de usuário nunca antes visto.

*Glaucia Guarcello é professora do Núcleo de Inovação e Empreendedorismo da FDC e sócia-líder de Inovação da Deloitte

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