Paredes, vidros e móveis enfraquecem o Wi-Fi corporativo e exigem planejamento para garantir cobertura e estabilidade em redes de 6 GHz e Wi-Fi 7 (Trzykropy/Shutterstock)
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Publicado em 20 de outubro de 2026 às 07h00.
Empresas precisam planejar redes Wi-Fi de 6 GHz para compensar a perda de sinal causada por paredes, vidros e móveis. Segundo a Wireless Broadband Alliance (WBA), 65% dos participantes do mercado corporativo consideram o 6 GHz importante ou crítico para seus negócios. A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) abriu duas consultas públicas em 25 de setembro sobre o uso externo da faixa.
Quanto mais alta a frequência do wi-fi, mais o sinal sofre ao atravessar paredes, vidros e móveis. É essa física que faz uma rede funcionar bem em uma sala de reunião e mal na sala ao lado, uma questão vital para as empresas de todo o Brasil.
Segundo pesquisa da Wireless Broadband Alliance (WBA), 65% dos participantes do mercado corporativo consideram a disponibilidade do 6 GHz importante ou crítica para o futuro dos negócios de Wi-Fi.
A faixa, atualmente, passa por debate regulatório, com duas consultas públicas abertas pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) em 25 de setembro. Elas discutiram Wi-Fi na faixa de 6 GHz em ambientes externos, incluindo aplicações com Wi-Fi 7. O debate esbarra na questão da força do sinal e dá início a outra discussão.
Para José Miguel, Gerente de Pré Vendas da Unentel, este é o principal desafio. “Por muito tempo, a conectividade corporativa dependia de cabos, e os problemas estavam no tipo de cabeamento e na distância. Hoje o Wi-Fi ocupa esse papel, e as informações viajam pelo ar, em ondas de rádio, que perdem intensidade pelo caminho”, explica.
Na prática, parte do sinal é absorvida pelo ar, pelas paredes, pelas janelas, pelo mobiliário e até pelas pessoas.
Ele também pode ser refletido, quando é rebatido e permanece no ambiente, ou refratado, quando muda de direção ao passar de um meio para outro, como do ar para um painel de vidro.
Há ainda a interferência de equipamentos que operam em frequência igual ou próxima. Por isso, estar perto do ponto de acesso não garante uma boa conexão, e contratar um plano de internet mais rápido nem sempre resolve.
A quantidade de dispositivos também pesa. Uma sala de reunião pode concentrar notebooks, celulares, TVs e sistemas de videoconferência ao mesmo tempo, disputando capacidade em um espaço pequeno.
A demanda por velocidade impulsiona o uso de frequências mais altas, como o 6 GHz, que chegam com o Wi-Fi 6E e o Wi-Fi 7. Quanto maior a frequência, maior a dificuldade para o sinal alcançar o destino, e por isso essas tecnologias tendem a exigir mais pontos de acesso para entregar o desempenho prometido.
“Quem investe em Wi-Fi corporativo espera retorno, e isso passa por planejar a rede antes de instalá-la”, afirma o especialista. O planejamento envolve avaliar a tecnologia, o ambiente, o número de usuários e o tipo de equipamento conectado. Parte das etapas pode ser feita remotamente.
Outras exigem o chamado site-survey, levantamento feito no local por um técnico, que identifica interferências e obstáculos e aponta os melhores pontos para instalar os equipamentos.
A análise deve considerar ainda a circulação de pessoas e as atividades de cada espaço, já que uma sala de videoconferência tem demandas diferentes das de um corredor, inclusive de estabilidade em horários de pico.
O sinal do Wi-Fi perde intensidade porque as ondas de rádio podem ser absorvidas, refletidas ou refratadas por obstáculos como paredes, janelas, móveis e pessoas. Quanto mais alta a frequência utilizada, maior tende a ser a dificuldade para o sinal alcançar outros ambientes.
A faixa de 6 GHz é utilizada por tecnologias como Wi-Fi 6E e Wi-Fi 7, associadas à demanda por conexões mais rápidas. Segundo pesquisa da Wireless Broadband Alliance (WBA), 65% dos participantes do mercado corporativo consideram sua disponibilidade importante ou crítica para o futuro dos negócios de Wi-Fi.
A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) abriu duas consultas públicas em 25 de setembro para discutir o uso do Wi-Fi na faixa de 6 GHz em ambientes externos, incluindo aplicações com Wi-Fi 7. O debate envolve questões relacionadas à intensidade e à cobertura do sinal.
O Wi-Fi 6E e o Wi-Fi 7 utilizam frequências mais altas, como 6 GHz, que enfrentam maior dificuldade para atravessar obstáculos e alcançar outros ambientes. Por isso, essas tecnologias tendem a exigir mais pontos de acesso para entregar o desempenho esperado.
A proximidade do ponto de acesso não elimina problemas causados por interferências de equipamentos que operam em frequências iguais ou próximas. A quantidade de dispositivos conectados simultaneamente também pode comprometer o desempenho, especialmente em salas de reunião com notebooks, celulares e sistemas de videoconferência.
Site-survey é um levantamento técnico realizado no ambiente onde a rede Wi-Fi será instalada para identificar interferências, obstáculos e os melhores locais para posicionar equipamentos. Segundo José Miguel, Gerente de Pré Vendas da Unentel, o planejamento prévio da rede é fundamental para que o investimento em conectividade corporativa entregue o retorno esperado.