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7 habilidades profissionais que o mercado de trabalho busca

Saúde mental, implementação tecnológica e outras tendências estão entre os valores que as empresas estão de olho

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Trabalho assume cada vez mais um papel fundamental na vida das pessoas (Thinkstock/Divulgação)

Trabalho assume cada vez mais um papel fundamental na vida das pessoas (Thinkstock/Divulgação)

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Marcelo de Sá*

Publicado em 8 de fevereiro de 2023 às, 20h00.

Se até 2020 se dava pouca atenção para a saúde mental preservada, a resiliência e a capacidade de se autogerenciar, hoje é quase impensável para os recrutadores seguir com o processo seletivo de um candidato que demonstra fragilidade em uma dessas características.

Esse cenário se formou, principalmente, com as crises dos últimos anos - e todos os seus desdobramentos -, que fez com que o trabalho assumisse um papel diferente na vida das pessoas. A partir daí, as empresas precisaram se adaptar às mudanças da força de trabalho, transformação, aliás, ainda em curso.

Os trabalhadores passaram a exigir das organizações maior flexibilidade, autonomia e investimentos para o desenvolvimento de carreira, que passou a não ser mais linear. Por outro lado, as empresas passaram a valorizar profissionais com habilidades cognitivas até então pouco badaladas.

Habilidades técnicas ou hard skills sempre tiveram precedência para as organizações, em geral pouco interessadas nas habilidades organizacionais ou comportamentais dos empregados.

Agora as soft skills ganharam corpo no mundo corporativo e o passe de um colaborador que as possua de forma mais desenvolvida custa caro porque percebeu-se que a oferta era menos abundante que o imaginado. Profissionais que consigam enfrentar as adversidades do dia a dia e não desistam no primeiro obstáculo, mantendo-se motivados e focados em suas entregas, são os mais disputados.

A constatação vai ainda mais fundo. As habilidades socioemocionais de uma pessoa influenciam, e não é pouco, o desempenho de suas atividades profissionais. Ou seja, a felicidade tem um peso: pessoas felizes são mais produtivas.

Mas em quais habilidades profissionais o mercado de trabalho está de olho? Separei 7. Vamos a elas, começando pelo óbvio:

1. Conhecimento em tecnologias

Profissionais conectados e atentos às novas tecnologias, dispostos a utilizar ferramentas e plataformas, são valorizados porque as empresas estão empenhadas em otimizar tempo e reduzir custos. Ao automatizar as tarefas rotineiras e os processos operacionais, profissionais com esse perfil se destacam para as companhias em processo de transformação digital. Em 2023 a digitalização deve avançar no Brasil.

2. Aprendizado contínuo

Ter conhecimento e habilidades na sua área de atuação já não basta para ser um profissional desejado pelo mercado. Diante de tantas transformações no trabalho, ir além do óbvio é uma característica apreciada. Algumas organizações estão dispostas a pagar mais caro por esse perfil, já que acreditam que o aprendizado e a atualização contínua mantêm o profissional preparado para contribuir de forma mais efetiva com os negócios. Ou seja, o lifelong learning, termo que se pode traduzir do inglês como “aprendizado contínuo",  surge no universo corporativo como um forte potencializador da inovação.

3. Comunicação interpessoal

Uma comunicação eficiente é o elo que conecta a relação entre as pessoas no ambiente de trabalho. Ter clareza para expor as ideias na hora de interagir com outros profissionais, seja presencialmente ou de forma assíncrona, faz com que as atividades fluam de maneira a produzir bons resultados. Ruídos de comunicação causam problemas organizacionais, desde a quebra de confiança e respeito entre dois ou mais colaboradores e pode chegar a transtornos o clima organizacional da empresa como um todo.

4. Visão abrangente e estratégica

Estar inteirado sobre o mercado e ter uma visão geral sobre negócios, economia e política globais é uma característica que tem sido importante e valorizada pelas empresas que têm atuado cada vez mais expandindo fronteiras. A maioria dos executivos e gestores entendem que um profissional bem informado sobre o mundo e com uma visão estratégica para os negócios consegue antecipar possíveis mudanças comportamentais e de mercado; e até se preparar para os impactos que um eventual acontecimento mundial pode causar.

5. Inteligência emocional

Com o ambiente de trabalho bastante competitivo e desafiador, não restam dúvidas de que a inteligência emocional é uma habilidade imprescindível para o profissional contemporâneo e na qual as empresas estão de olho. São pessoas que conseguem equilibrar as emoções, sem deixar pequenos problemas afetarem sua performance. Sabe aquele colega que tem uma lista enorme de tarefas para fazer e, em vez de arrancar os cabelos, faz uma lista e vai completando uma a uma suas obrigações? Lidar de forma racional com a pressão no trabalho e se manter produtivo são sinais claros de que a pessoa está centrada.

6. Capacidade analítica

Ter visão analítica faz o profissional buscar informações precisas e basear suas estratégias e ações em dados, pensando em um contexto geral e não apenas no fato pontual. Isso faz com que haja um esforço da parte dele para estudar as causas e efeitos de suas iniciativas e pense nas consequências. Além disso, um profissional com capacidade analítica geralmente é organizado e focado, sendo bastante atento aos detalhes e com um comprometimento elevado com a lógica.

7. Automotivação

Por fim, destaco a automotivação. Fiz questão de encaixar no final da lista, porque acredito que todas as demais citadas estão relacionadas a esta. Com essa competência, o profissional encontra motivos e energia para realizar o seu trabalho com excelência, independente do esforço que precisa fazer para alcançar os resultados. Sem essa habilidade, dificilmente o profissional desenvolve as demais. Pela minha vivência de anos na indústria, posso dizer que um dos segredos do sucesso na carreira está em fazer um pacto com você mesmo. Precisamos estar abertos o tempo todo para aprimorarmos nossas qualidades pessoais, aprender ou aperfeiçoar aquilo em que somos mais fracos. O fato é que alguém automotivado não espera um fato externo, um estímulo de alguém. Pode-se confundir com determinação. Mas há sutilezas. Eu posso ser determinado a correr todos os dias ou ir à academia todo santo dia. Isso é consequência da minha capacidade de buscar motivação no fato objetivo de que o exercício físico me faz muito bem e, ainda que bata aquela preguiça de vez em quando, o ganho lá na frente vai compensar. Quem se automotiva tem tudo para vencer o xadrez da vida.

8. O mundo está evoluindo… e o mercado de trabalho também

Termos novos para explicar os movimentos do mercado de trabalho surgem a toda hora. E é natural que exista uma confusão por parte dos profissionais e das empresas. As transformações no ambiente corporativo vieram de repente, aceleradas pela pandemia, e devem permanecer pelos próximos anos.

Dificilmente, o trabalho híbrido vai retroceder, assim como não há perspectivas de diminuição de doenças emocionais ligadas à saúde mental no trabalho. Muito pelo contrário, a pressão e a concorrência devem aumentar. E, baseado na Teoria da Evolução, podemos prever que não será o profissional mais forte que sobreviverá, e sim o mais adaptado ao meio.

*Marcelo de Sá é CFO do Grupo Petrópolis

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