Sem divulgar número exato, SP afirma que CoronaVac "atingiu limiar da eficácia"

Anúncio foi adiado a pedido do laboratório chinês; dados finais de eficácia do imunizante devem ser divulgados em até 15 dias

Depois de prometer divulgar os resultados de eficácia da CoronaVac nesta quarta-feira (23), o governo paulista afirmou apenas que o imunizante "atingiu o limiar da eficácia". O número exato, entretanto, deve ser divulgado em até 15 dias —  esse foi o prazo solicitado pela Sinovac para analisar a base de dados dos estudos de fase 3 conduzido no Brasil, remetidos hoje ao laboratório Chinês.

Segundo o diretor do Instituto Butantan, a avaliação centralizada dos dados na China acontece porque a taxa de eficácia aferida no Brasil foi maior que em outros países e, por isso, é necessária uma análise mais cuidadosa.

"Eles entenderam que o fato de nós termos eficácia superior a 50%, mas diferente de outros países onde essa vacina vem sendo testada [Turquia, Indonésia e China], merece uma segunda avaliação. O fato de isso acontecer transmite isonomia para que uma empresa possa dizer que todo o estudo tem o mesmo percentual de eficácia em qualquer lugar do mundo", explicou Jean Gorinchteyn, secretário de saúde do estado de SP. "A Sinovac quer que todos os resultados sejam iguais, sem diferenciação entre países."

Atingimos o limiar da eficácia que permite o processo de solicitação de uso emergencial da Coronavac, seja no Brasil, seja na China. Nosso contrato com a Sinovac especifica que o anúncio desse número precisa ser feito em conjunto, no mesmo momento. Ontem mesmo apresentamos esses números à nossa parceria, que solicitou que não houvesse a divulgação do número, para que eles avaliem cada um dos casos antes de submetê-los à Anvisa chinesa.

Dimas Covas, diretor do Instituto Butantan

O diretor do Butantan aposta que os dados devem ser liberados para divulgação "no menor prazo dentro desses 15 dias", e que esse atraso não deve prejudicar o cronograma de vacinação, prevista para começar em 25 de janeiro. A viabilidade da data, entretanto, depende do aval da Agência Nacional de Vigilância Sanitária, que criou uma comissão provisória para acelerar os processos de registro e aprovação emergencial das vacinas contra a covid-19.

"Com base nos dados que temos, já poderíamos dar entrada [com o pedido de registro] na Anvisa. Mas estamos respeitando esses trâmites burocráticos para termos um resultado igualitário e isonômico de eficácia entre todos os países", afirmou Gorinchteyn na coletiva de imprensa na tarde desta quarta-feira (23).

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