Brasil

Saída de servidores facilita aprovação da reforma, diz Maia

O relator da reforma na comissão, Arthur de Oliveira Maia (PPS-BA), também afirmou que as alterações irão facilitar a aprovação da PEC

Rodrigo Maia: o presidente da Câmara comentou sobre a mudança pouco depois do anúncio do presidente da República, Michel Temer (Adriano Machado/Reuters)

Rodrigo Maia: o presidente da Câmara comentou sobre a mudança pouco depois do anúncio do presidente da República, Michel Temer (Adriano Machado/Reuters)

AB

Agência Brasil

Publicado em 22 de março de 2017 às 08h35.

A decisão do governo de retirar da reforma da Previdência os servidores estaduais e municipais "diminuirá a pressão" e facilitará a aprovação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 287/16, que altera as regras do sistema previdenciário.

A avaliação foi feita pelo presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e pelo relator da reforma na comissão especial, Arthur de Oliveira Maia (PPS-BA).

O presidente da Câmara comentou sobre a mudança pouco depois do anúncio do presidente da República, Michel Temer. Para Rodrigo Maia, as alterações vão reduzir a pressão em até "70%".

"Acho que facilita muito. Você tira da reforma da Previdência 70% da pressão que estava sendo recebida. Uma pressão que não era necessária. Então, agora você concentra nos servidores públicos e no Regime Geral da Previdência", disse.

Questionado se a retirada seria uma forma de pressionar os estados a apoiarem o projeto de renegociação das dívidas, Rodrigo Maia negou.

O texto que tramita em regime de urgência prevê que, em troca de uma extensão de 20 anos do prazo para o pagamento das dívidas, os estados devem adotar contrapartidas para sanar as contas locais, ente elas o aumento da contribuição previdenciária dos seus servidores.

"Não é uma forma de pressionar os estados, cada estado tem uma condição e cada renegociação das dívidas tem os seus pontos e cada governador vai ter que negociar", disse.

O relator na comissão também foi otimista e disse que as alterações irão facilitar a aprovação da PEC. Arthur Maia disse que a mudança era uma demanda de parlamentares da Câmara e do Senado.

"Ficou mais fácil, mas o mais importante é o fato de darmos aos estados a possibilidade deles poderem fazer a reforma previdenciária de acordo com a sua condição. Não temos que obrigar os estados a acompanhar a União na mesma decisão com relação à aposentadoria", disse.

 

Acompanhe tudo sobre:Servidores públicosRodrigo MaiaReforma da Previdência

Mais de Brasil

Cleitinho diz ao PL que será candidato ao governo de Minas

Governo Lula vai ampliar prazo para aderir ao Desenrola 2.0

Lula provoca Trump por corte de verbas à OMS: 'tratamento de saúde não é para rico'

Moraes diz que Flávio faltou a depoimento à Polícia Federal e pede que PGR se manifeste