Eleições: seções mudam para o 2º turno (Marcello Casal Jr/Agência Brasil)
Repórter
Publicado em 18 de outubro de 2026 às 16h28.
A coligação Brasil Pronto Pra Mais, aliança do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, pediu neste sábado, 17, ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) reforço na comunicação sobre mudanças nos locais de votação para o segundo turno de domingo, 25 de outubro. A aliança solicita avisos individuais, campanhas em rádio e TV e transporte gratuito; o TSE contabiliza 4.352 seções transferidas.
A coligação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) solicitou ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que reforce a comunicação sobre as mudanças nos locais de votação para o segundo turno das eleições, marcado para domingo, 25 de outubro. Em petição apresentada neste sábado, 17, a aliança pede que os eleitores afetados sejam avisados individualmente e que haja campanhas informativas em rádio e televisão, além de transporte gratuito para comunidades atingidas pelas alterações.
O pedido foi apresentado após a Justiça Eleitoral divulgar mudanças nos endereços de seções eleitorais para a votação. Segundo dados do TSE, 4.352 seções tiveram seus locais alterados em todo o país, o equivalente a 0,87% do total nacional. As transferências podem ocorrer por motivos como reformas, adequações de acessibilidade e danos provocados por chuvas.
Na representação, a coligação “Brasil Pronto Pra Mais” argumenta que a divulgação das alterações em sites e redes sociais não é suficiente para assegurar que os eleitores saibam onde votar. A aliança também menciona a abstenção de 21% registrada no primeiro turno, quando cerca de 33 milhões de eleitores não compareceram às urnas, o maior índice em uma eleição presidencial desde 1998.“A informação existe, ocorre que ela não está disponível de forma efetiva ao eleitor”, afirma a coligação no documento,
Como referência de comunicação direta, a petição cita uma iniciativa do Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais (TRE-MG). Na véspera do primeiro turno, o órgão enviou mensagens individuais pelo WhatsApp a 81.511 eleitores para informar os novos endereços de votação.
Além dos avisos por e-Título, SMS, WhatsApp e e-mail, a coligação solicita a colocação de cartazes nos locais utilizados no primeiro turno e a presença de equipes para orientar os eleitores no dia da votação.
A representação também pede que a Justiça Eleitoral articule medidas com as prefeituras para oferecer transporte gratuito às comunidades afetadas, com atenção especial a idosos, pessoas com deficiência e eleitores com mobilidade reduzida.
“O que se busca é a adoção de medidas complementares de publicidade, acessibilidade e organização logística, destinadas a assegurar que as alterações regularmente implementadas não representem, na prática, impedimentos ao exercício do sufrágio”, diz a petição.
Mais de 4 mil seções eleitorais tiveram o endereço de votação alterado entre o primeiro e o segundo turno das eleições de 2026.
A consulta ao endereço é gratuita e pode ser feita pela internet ou pelo aplicativo e-Título. Os serviços apresentam o local de votação, a zona e a seção vinculados ao cadastro do eleitor.
São Paulo concentra o maior número de alterações, com 982 seções transferidas. Na sequência aparecem Minas Gerais, com 514, Rio de Janeiro, com 431, e Bahia, com 312, segundo o levantamento reproduzido pela Agência Brasil.
Uma seção eleitoral é a unidade em que o eleitor registra seu voto, com uma urna e uma mesa receptora. Um mesmo prédio, como uma escola, pode abrigar várias seções. Por isso, o total de seções transferidas não corresponde necessariamente ao número de imóveis que deixaram de receber a votação.
Segundo o TSE, as mudanças atendem a necessidades como reformas, melhorias de acessibilidade e substituição de instalações danificadas por fortes chuvas. A decisão cabe às zonas eleitorais, responsáveis por avaliar as condições dos espaços em cada município.
Em Confresa, no interior de Mato Grosso, uma escola sofreu danos após chuvas e ventos nos dias 9 e 10 de outubro. Um laudo recomendou sua interdição preventiva, e as seções foram transferidas para um endereço vizinho.
O tribunal afirma que a mudança de prédio não significa redução de seções. As atualizações feitas pelos cartórios aparecem nos canais oficiais de consulta.
Quem utiliza o e-Título deve abrir o aplicativo, acessar sua conta e selecionar a opção “Onde votar”. É importante conferir o endereço completo e os números da zona e da seção, que ajudam a identificar onde será o atendimento.
Também é possível fazer a consulta pelo navegador, sem instalar o aplicativo. No portal do TSE, o eleitor deve acessar o Autoatendimento Eleitoral, selecionar “Onde votar” e preencher os dados de identificação solicitados pelo sistema.
Quem não tem o documento físico em mãos pode consultar pelo nome completo. Os canais digitais também permitem recuperar o número do título eleitoral.
A recomendação da Justiça Eleitoral é verificar as informações antes do deslocamento no dia da eleição. A orientação também vale para quem solicitou transferência temporária do local de votação.
A coligação Brasil Pronto Pra Mais pediu avisos individuais por e-Título, SMS, WhatsApp e e-mail sobre as mudanças nos locais de votação, além de campanhas em rádio e televisão. A aliança também solicitou cartazes, equipes de orientação e transporte gratuito para as comunidades afetadas.
Segundo o TSE, 4.352 seções eleitorais mudaram de endereço entre o primeiro e o segundo turno das eleições de 2026, o equivalente a 0,87% do total nacional. A mudança de prédio não representa necessariamente redução no número de seções.
São Paulo teve 982 seções transferidas, seguido por Minas Gerais, com 514, Rio de Janeiro, com 431, e Bahia, com 312, segundo levantamento reproduzido pela Agência Brasil.
Segundo o TSE, as mudanças ocorreram por motivos como reformas, melhorias de acessibilidade e danos causados por fortes chuvas. As zonas eleitorais avaliam as condições dos espaços e decidem sobre as transferências em cada município.
O eleitor pode consultar gratuitamente o endereço, a zona e a seção na opção “Onde votar” do aplicativo e-Título ou no Autoatendimento Eleitoral do portal do TSE. A Justiça Eleitoral recomenda verificar os dados antes do deslocamento no dia da eleição.
A coligação Brasil Pronto Pra Mais argumenta que informações publicadas apenas em sites e redes sociais podem não chegar aos eleitores afetados. Na petição, a aliança cita a abstenção de 21% no primeiro turno, com cerca de 33 milhões de ausentes, e o envio de mensagens pelo TRE-MG a 81.511 eleitores como exemplo de comunicação direta.