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‘Por favor, vá embora’, diz Tarcísio sobre Enel em SP

O governador afirmou ainda que a agência reguladora não deve "se perder na burocracia", pois, no próximo evento climático, milhões de pessoas vão ficar sem luz novamente

Tarcisio: governador afirmou que empresa não quer melhorar a qualidade do serviço no Estado (Divulgação / Governo de SP/Flickr)

Tarcisio: governador afirmou que empresa não quer melhorar a qualidade do serviço no Estado (Divulgação / Governo de SP/Flickr)

André Martins
André Martins

Repórter de Brasil e Economia

Publicado em 18 de dezembro de 2025 às 15h57.

O governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) subiu o tom nesta quinta-feira, 18, contra a Enel, concessionária é responsável pela distribuição de energia na capital e em mais 23 cidades, e pediu para a empresa deixar o estado.

“Uma empresa que já mostrou que não tem condições e vontade de estar aqui. Se não tem vontade, vá embora. Por favor, vá embora”, disse o governador durante coletiva de impressa sobre o balanço da gestão estadual.

Na última semana, com os fortes ventos que chegaram a mais de 90 km/h, o fornecimento de energia na região metropolitana de São Paulo foi afetado. Mais de 2 milhões de domicílios foram ficaram sem energia elétrica.

O governo do estado, o Ministério de Minas e Energia e a prefeitura da cidade acordaram que o processo de rompimento de contrato será iniciado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).

Na última quarta-feira, o MME reiterou abertura de processo administrativo para analisar as falhas da Enel São Paulo

Segundo o ofício enviado ao diretor-geral da Aneel, Sandoval de Araújo Feitosa Neto, o objetivo da medida também é checar se houve por parte da Enel descumprimento de ações para reestabelecimento do fornecimento de energia após os eventos climáticos em São Paulo.

Segundo Tarcísio, o remédios regulatórios precisam ser aplicados e que o processo de caducidade precisa ser iniciado imediatamente para evitar a renovação de contrato.

O chefe do executivo paulista defendeu ainda, além da caducidade, medidas como intervenção e transferência de controle da concessão como soluções para o caso Enel.

O contrato da Enel com as cidades termina em 2028, mas a empresa a já solicitou junto a agência reguladora a renovação da concessão por mais 30 anos. A medida foi duramente criticada por Nunes e Tarcísio.

"[A enel está] esperando cair do céu uma renovação de contrato em 2028, que seria um deboche, um tapa na cara de todos os cidadãos de São Paulo", afirmou.

O governador afirmou ainda que a agência reguladora não deve "se perder na burocracia", pois, no próximo evento climático, milhões de pessoas vão ficar sem luz novamente.

Tarcísio disse ainda que a Enel é uma forte geradora de caixa, mas escolhe não dar resposta para resolver o problema.

"Ela não está nem aí para o problema. Não vai dar resposta e ela mostrou que não tem capacidade. [...]empresa é uma forte geradora de caixa. Porque que esse caixa não está se traduzindo em equipe, mobilização, equipamentos e automação. Porque não estão afim de resolver o problema", afirmou.

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