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Os dados do Censo 2022 divulgados nesta sexta-feira, 27, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) revelaram que o Brasil envelheceu. Um dos pontos do estudo que mostram a maior longevidade da população é o número de centenários.

A pesquisa mostra que o país tem 37.814 idosos com 100 anos ou mais, cerca de 13 mil a mais do que foi registado no Censo de 2010, quando o país tinha 24.236 pessoas nesta faixa etária. Apesar de representarem apenas 0,02% do total de 203 milhões de habitantes, o aumento de centenários é mais um fator que reforça o dado geral da pesquisa.

No recorte por região, quase metade dos centenários vivem no Nordeste, cerca de 16.317 pessoas com 100 anos ou mais. Nos estados, a Bahia lidera, seguida por São Paulo. A região Sul do Brasil, que tem o estado com maior proporção de idosos e a cidade mais velha do Brasil, tem 3.502 centenários.

Veja o número de idosos centenários no Brasil, por Estado, segundo o Censo de 2022:

  • Bahia - 5.336;
  • São Paulo - 5.095;
  • Minas Gerais - 4.104;
  • Rio de Janeiro - 2.712;
  • Maranhão - 2.470;
  • Pernambuco - 2.141;
  • Ceará - 1.999;
  • Pará - 1.665;
  • Rio Grande do Sul - 1536;
  • Paraíba - 1.330;
  • Paraná - 1.299;
  • Rio Grande do Norte - 976;
  • Goiás - 903;
  • Alagoas - 820;
  • Amazonas - 731;
  • Piauí - 714;
  • Espírito Santo - 678;
  • Santa Catarina 667;
  • Sergipe - 531;
  • Mato Grosso - 492;
  • Mato Grosso do Sul - 468;
  • Tocantins - 322;
  • Distrito Federal - 300;
  • Amapá - 163;
  • Rondônia - 147;
  • Acre - 142;
  • Roraima - 73.

Por que a população idosa cresceu no Brasil?

O aumento de idosos e diminuição de crianças são parte da transição demográfica iniciada na década de 1940, quando ocorreu alteração dos altos níveis de mortalidade e fecundidade, para baixos níveis de ambas as componentes demográficas.

As melhores condições sanitárias e avanços na área de saúde diminuíram a mortalidade da população, ao mesmo tempo que a maior urbanização, maior inserção da mulher no mercado de trabalho e avanços no planejamento reprodutivo com uma maior utilização de métodos contraceptivos diminuíram a taxa de nascimento.

"A partir do Censo Demográfico 1991, os nascimentos diminuem de forma constante, alterando o formato clássico da pirâmide etária de um país jovem, para uma pirâmide com o seu meio e topo relativamente mais inchados", justifica a pesquisa.

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