Brasil

Marcelo Odebrecht pode perder título de Cidadão Paulistano

O vereador Gilberto Natalini (PV/SP) enviou um ofício à Câmara de Vereadores de SP pedindo a anulação do título, porque o executivo não é "merecedor" da honra


	Odebrecht: a homenagem a Marcelo Odebrecht foi concedida em 2012 pelo então vereador Francisco Chagas (PT). Naquele ano, o empreiteiro era diretor-presidente da Odebrecht.
 (Rodolfo Burher/Reuters)

Odebrecht: a homenagem a Marcelo Odebrecht foi concedida em 2012 pelo então vereador Francisco Chagas (PT). Naquele ano, o empreiteiro era diretor-presidente da Odebrecht. (Rodolfo Burher/Reuters)

DR

Da Redação

Publicado em 9 de setembro de 2016 às 16h14.

Priorizar nos meus resultados Google

São Paulo - O vereador Gilberto Natalini (PV/SP) enviou um ofício à Câmara de Vereadores de São Paulo pedindo a anulação do título de Cidadão Paulistano ao empreiteiro Marcelo Odebrecht, nascido em Salvador.

Na avaliação de Natalini, o executivo não é "merecedor" da honraria.

Marcelo Odebrecht foi preso na Operação Lava Jato em 19 de junho de 2015. Condenado a 19 anos e 4 meses de prisão por corrupção, lavagem de dinheiro e associação criminosa, o empreiteiro tenta fechar sua delação premiada e conseguir benefícios como redução de pena.

A homenagem a Marcelo Odebrecht foi concedida em 2012 pelo então vereador Francisco Chagas (PT). Naquele ano, o empreiteiro era diretor-presidente da Odebrecht.

Segundo Natalini, "há provas suficientes demonstrando que Marcelo Odebrecht não é merecedor de um título importante como o de Cidadão Paulistano".

"É mais que provado que Marcelo Odebrecht está envolvido em atos de corrupção contra o erário e que o empresário foi um dos chefes do Petrolão", disse o vereador.

Acompanhe tudo sobre:cidades-brasileirasMetrópoles globaisSão Paulo capitalMarcelo Odebrecht

Mais de Brasil

Diretor de instituto que apontava Lula à frente diz que pacote de bondades e medo decidiram eleição

Marco Rubio nega que governo dos EUA tenha facilitado saída de Flávio Bolsonaro do Brasil

Após eleições, governo acumula tarefas urgentes para evitar rombo fiscal em 2027

O plano do BNDES para destravar R$ 160 bilhões em novas ferrovias